As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 28 de maio de 2025

FUNDIÇÃO

Não controlamos o tempo

Mas andamos ao seu lado

Guardando na luz 

O calor do momento

Nas lembranças acesas

Em ferro e brasa

Em cobre e estanho 

Em chumbo e aço


No cadinho a transmutação

Da matéria incandescente

O barro grafitado

A urna, o receptáculo

Dos sons divinos

Dos adornos finos 

Em sinos e aço curvado


Trabalho, estudo e leveza

Ofício pesado e delicadeza

Dividindo um mesmo espaço

Tudo o que era ruim, eu passo

Tudo o que era bom, eu guardo

Na poesia da metalurgia

Me ilumino, me aqueço, me refaço