Não controlamos o tempo
Mas andamos ao seu lado
Guardando na luz
O calor do momento
Nas lembranças acesas
Em ferro e brasa
Em cobre e estanho
Em chumbo e aço
No cadinho a transmutação
Da matéria incandescente
O barro grafitado
A urna, o receptáculo
Dos sons divinos
Dos adornos finos
Em sinos e aço curvado
Trabalho, estudo e leveza
Ofício pesado e delicadeza
Dividindo um mesmo espaço
Tudo o que era ruim, eu passo
Tudo o que era bom, eu guardo
Na poesia da metalurgia
Me ilumino, me aqueço, me refaço
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