As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Mapa Celeste

Metade de mim

Te vê apaixonadamente  

A outra metade, racionalmente

Seja pela força de tua presença 

Ou meu olhar que te compõe calmamente 

Como a suavidade das cores na luz da manhã 

Que iluminam o vale hasteado um arco-íris 

Inspirando as mais delicadas

Projeções de futuro 


E mesmo que nada saia como planejado

Ainda assim, a canção no tempo se faz bela

E se propaga em ondas pelo espaço 

Durante as músicas que ouvimos

Pela poesia do encontro

A paz dos sorrisos

E até os silêncios


O abraço real e duradouro

Quase como uma dança gravitacional 

Contornando os mais profundos segredos 

Desenhados nos mistérios dos astros

E ganhando espaço em natureza celeste

domingo, 3 de maio de 2026

Medidas

Eu sei que parece muito

Mas é muito pouco

O que pra uns é tanto

Pra outras é nada

O suspiro profundo da Santa

O delírio suave das fadas


tempo sutil das formigas

A longa vida das pedras

O perfume das flores

As idades da terra


Assim eu canto

O que não cabe nas coisas

O que não cabe em mim

O que até cabe em mim

Mas por vezes transborda

O que nos falta, o que nos sobra


Um sonho, uma ideia

Uma poesia que se forma 

Como um pequenino grão

Que nasce, cresce 

E nos transforma