As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Nave Sol

Nave sol

Que me leva

Delicadamente

Em teu abraço


Viajamos dançando

Em teus laços 

Como quem cai

E é segurado

Pelos teus braços


Tua luz, teu calor

Desdobrando o espaço-tempo

Na poesia dos teus ventos 

E rodopios gravitacionais 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Cosmos

Na imensidão do horizonte de eventos

O olhar corre solto

Sonhando ganhar o espaço 

Na canção que harmoniza o tempo


Eu sei das vozes que a luz carrega

Das ondas sonoras que tocam na gente

Nos impulsionando suavemente


Do infinito além dos tons de azuis

Aos corpos que reinam na liberdade do céu

Da solitude da tarde aos suspiros da noite


Um abraço verdadeiro rompendo a saudade

Os mistérios do cosmo além das dimensões

Os efeitos da luz que nos atravessa 

Relembrando o nascimento


Quando a ignorância vence o medo

O conhecimento se espalha feito poesia

Inspirando os corações mais atentos 

Ninguem precisa ser especial

Pra acreditar e realizar

Coisas impossíveis