As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Quando o Peito Explode

Do nada me pego 

Respirando lento 

Inspirando o ar 

Que é tão impuro

Quanto inocente 


E nesses dias quentes 

O juízo implode

Feito a canção do vento

Se faz tão bela

E tão mais forte 


É quando o ar se torna

Leve e perfumado

Me vejo espelhado 

Cantando os sonhos 

Colorindo os olhos


Mas é que quem não dorme 

Escolhe encarar a noite 

E espalhar sorrisos 

Explodindo o peito 

De amor e gozo 

domingo, 19 de julho de 2026

Passeios

No fundo dos olhos
Repousam verdes melodias
Nos passeios leves onde a paisagem 
Se faz em nossa presença
Se desfaz em nossa ausência
E se refaz em nossa constância
Como a canção das taquaras
Roçando, dançando
Rangendo com um velho abraço 
Que se renova quando sorrimos 
Nos ciclos das águas
Nas sombras das árvores
Nas sobras de tempo
Nos sopros dos ventos
Nos giros do céu 
Nos largos do espaço
Que nos damos 
Quando sonhamos 
E vivenciamos
Esses momentos 
De felicidade 

domingo, 5 de julho de 2026

Reflexo

Refaço

Canções com o som do vento

Danço

Passeando os olhos em teu sorriso

Brinco

Como quem desdenha da má sorte

Rodopio

Feito a criança enpunhando

Sua espada sem corte

Resistimos!


Construímos

Armaduras de cetim

Lantejoulas e vidros reluzentes

Refletimos

A poesia de nossa gente

O tempo passa

E o espaço vai ficando diferente

Mas ao som das maracas

Vamos nos fortalecendo

Vamos amadurecendo

Vida viva, viola e repente

Percurso

Brotou o dia

Numa semente de amanhã

Na nanhã

Diretamente

Do ventre da Serrra


Minha visão não erra

Mas facilmente se entorpece

Na ilusão do horizonte

Do campo de visão

Em relação ao monte


A percepção da vida

A concepção da sorte

A inversão do norte

Da esfera celeste


Reescrevo o caminho

Desenhando as pontas soltas.

Se existe ou não destino

Eu não o aguardo

Pelo contrário

Eu o percorro