As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 19 de julho de 2026

Passeios

No fundo dos olhos
Repousam verdes melodias
Nos passeios leves onde a paisagem 
Se faz em nossa presença
Se desfaz em nossa ausência
E se refaz em nossa constância
Como a canção das taquaras
Roçando, dançando
Rangendo com um velho abraço 
Que se renova quando sorrimos 
Nos ciclos das águas
Nas sombras das árvores
Nas sobras de tempo
Nos sopros dos ventos
Nos giros do céu 
Nos largos do espaço
Que nos damos 
Quando sonhamos 
E vivenciamos
Esses momentos 
De felicidade 

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