No fundo dos olhos
Repousam verdes melodias
Nos passeios leves onde a paisagem
Se faz em nossa presença
Se desfaz em nossa ausência
E se refaz em nossa constância
Como a canção das taquaras
Roçando, dançando
Rangendo com um velho abraço
Que se renova quando sorrimos
Nos ciclos das águas
Nas sombras das árvores
Nas sobras de tempo
Nos sopros dos ventos
Nos giros do céu
Nos largos do espaço
Que nos damos
Quando sonhamos
E vivenciamos
Esses momentos
De felicidade
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