As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 5 de julho de 2026

Percurso

Brotou o dia

Numa semente de amanhã

Na nanhã

Diretamente

Do ventre da Serrra


Minha visão não erra

Mas facilmente se entorpece

Na ilusão do horizonte

Do campo de visão

Em relação ao monte


A percepção da vida

A concepção da sorte

A inversão do norte

Da esfera celeste


Reescrevo o caminho

Desenhando as pontas soltas.

Se existe ou não destino

Eu não o aguardo

Pelo contrário

Eu o percorro


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