As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Quando o Peito Explode

Do nada me pego 

Respirando lento 

Inspirando o ar 

Que é tão impuro

Quanto inocente 


E nesses dias quentes 

O juízo implode

Feito a canção do vento

Se faz tão bela

E tão mais forte 


É quando o ar se torna

Leve e perfumado

Me vejo espelhado 

Cantando os sonhos 

Colorindo os olhos


Mas é que quem não dorme 

Escolhe encarar a noite 

E espalhar sorrisos 

Explodindo o peito 

De amor e gozo 

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