As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Véu

No véu da penumbra

As palavras caminham livremente 

Tateando mistérios da noite 

Servindo-se dos outros sentidos


Almejam descobrir

Diferentes formas de percepção 

Ver, ouvir, sentir

Aquilo que talvez

Mais nos falte a lembrança

E nos fuja da vista 

Na claridade dos dias 


sábado, 12 de setembro de 2026

Repare



Nessa loucura

A quem repare para sonhar

E fazer honrações

Descansar, se alimentar

Dessa luz, dessa sombra

Desse silêncio, desse canto

Dessa arvore, desse manto

Desse quintal, dessa poesia

Que o tempo segue

Concretizando

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O Momento

Tem uns momentos

Que a gente para

E vê poesia em tudo 

E faz poesia “do nada”

A luz escorrendo 

Por entre as folhas

A sombra atenta

Percorrendo as horas 

Desenhando formas 

De passar o tempo

Ilustrando o momento

Em verde, azul e sentimento 

E o perfume das flores

Enchendo de core

O pensamento