As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Desando

Quando tudo começou a ficar distante?
Quando a grandeza do amor se conformou
E a eternidade transformou-se em instante?

Quando os livros começaram
A apenas acumular poeira na estante?
Quando o desejo ficou inconstante?
Quando a euforia virou calmante?
Quando a vontade ficou incoerente?

Quando a imagem do rosto, nos sonhos,
ficou sem semblante?
Quando a dúvida virou “tanto faz”?
Quando a certeza ficou irritante,
E o sentimento não mais 
Trouxe aquela doce vontade 
de dançar livremente?

Pra onde foi a inspiração 
Que te batia a porta pra cantar
E dizer as coisas sem pensar
No risco de se viver 
Plenamente?

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