Quando tudo começou a ficar distante?
Quando a grandeza do amor se conformou
E a eternidade transformou-se em instante?
Quando os livros começaram
A apenas acumular poeira na estante?
Quando o desejo ficou inconstante?
Quando a euforia virou calmante?
Quando a vontade ficou incoerente?
Quando a imagem do rosto, nos sonhos,
ficou sem semblante?
Quando a dúvida virou “tanto faz”?
Quando a certeza ficou irritante,
E o sentimento não mais
Trouxe aquela doce vontade
de dançar livremente?
Pra onde foi a inspiração
Que te batia a porta pra cantar
E dizer as coisas sem pensar
No risco de se viver
Plenamente?
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