As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 26 de janeiro de 2025

Inspiração

Normalmente 

Sou um desconcerto

Não acerto a nota

Não encontro o tempo

Perco a palavra

Sem momento


E fico ali, de canto, olhando o céu

Como que rezando pro alto

Mirando a estrada, sentindo o vento 

Essa é minha qualidade

Ou talvez meu problema 

Tenho poder sobre o nada 

Até parece encantamento

 

De um pensamento aleatório

Que transcende dimensões

Misturo minhas questões 

E elevo o padrão vibratório 


Seria um milagre, ou só confusão?

Quando suspiro, eu puxo o ar

E me vem uma canção

Ou no mínimo algumas palavras

Que ficam agrupadas sem intenção


Eu falo quando não canto

Escrevo porque preciso

Me devo isso e não nego

Mas não deixo prejuízo

Botar pra dentro o que nos alimenta

Botar pra fora o que não nos cabe 

Sentindo isso, me pego


O que posso fazer? 

Nem quero chamar atenção…

Mas alguém uma vez disse:

Cutucando a intenção 

De onde vim, antes de nascer

Chamam isso de inspiração  

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