As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 29 de julho de 2025

Intenção

Mesmo nas nossas
Faltas de tempo
Sútil cuidado
Presença e alento
Havia vida de sobra
Pra se sonhar 

Sono e cansaço
Acordos e descansos 
Conversas, silêncios 
E acalantos 

Canções pra cantar
Sorrisos pra oferecer
Marcas pra se dançar
Caminhos a percorrer 

Mas ainda assim, 
Com toda vontade
A poesia da realidade
Se escreve na verdade
Com tempo e espaço 
No prazer e na dor 

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Reversos

Brincar nos libertar

Da oxidação das células


Dobrar a ação do tempo

Transformar em leveza

O peso da gravidade


Reversar poesia

Em ondas luminosas

Recriar o espaço

Em movimentos de dança 


Propagar sorrisos

Cantar onde o vazio

Preenche o peito
Antes da respiração


Explodir a voz docemente

Expandir delicadamente 

Como a palavra divina

Recreando


Em verso e reverso

O universo

LUAR

No céu aberto 

Ou por entre as nuvens 

Ela nos espia

Nos inspira

Nos protege 

E nos inquieta 


A lua 


Tão perto

E distante 

Tão bela 

E brilhante

Como o sonho

E o despertar

Amantes