As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 21 de dezembro de 2025

Brincando

As vezes a gente para 

E repara no tempo passando

O vento parado ou soprando

O sol brando ou rachando

O barulho mouco

Do sussurro dos vizinhos

A gritaria das crianças

Nas tardes de domingo 


O bater das asas da borboleta

O grunhido da gata sonhando 

O tilintar dos talheres a mesa 

O bailados das roupas no varal

A música silenciosa do quintal 


O estrondo da paz momentânea

Na tentativa da poesia

Sem compromisso 

Brincando

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