Na lida diária
Meu silêncio é abrasivo
Meu verso é introspectivo
Enquanto transformo metais
Na forja que queima em meu peito
Uso limas, lixas e esmeris
Como tenho esmero com as palavras
Minha fala é forte por necessidade
Mas minha canção é doce,
Como as águas que brotam
Das profundezas da terra
Onde a Maara canta
E se encanta
É simples
São simples minhas palavras
Não porque eu queira ou deseje
Por desleixo ou ego
São porque são
São porque soo
Mesmo quando falo com as mãos
Enquanto descanso os calos da voz
Por entre ruídos das máquinas
E a frequência sútil dos motores
O barulho do fogo
E a fuligem do tempo
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