As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 7 de março de 2026

Ofícios

Na lida diária

Meu silêncio é abrasivo 

Meu verso é introspectivo 

Enquanto transformo metais

Na forja que queima em meu peito 


Uso limas, lixas e esmeris

Como tenho esmero com as palavras

Minha fala é forte por necessidade

Mas minha canção é doce, 

Como as águas que brotam

Das profundezas da terra

Onde a Maara canta 

E se encanta


É simples

São simples minhas palavras

Não porque eu queira ou deseje

Por desleixo ou ego

São porque são 

São porque soo

Mesmo quando falo com as mãos

Enquanto descanso os calos da voz

Por entre ruídos das máquinas 

E a frequência sútil dos motores

O barulho do fogo

E a fuligem do tempo

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