Poderia apenas
Cortar os galhos livres
Que cresceram naturalmente
Buscando as veias do céu
Mas olhei
E preferi pensar
No cuidado de estar
Atento a imensidão do quintal
Cuidar das folhas
Dar passagem a luz que nos toca
Reparar na poesia do chão
A cada gole d’água
A lâmina cortava o vento
E o horizonte ia se tornando maior
O sol preenchendo minha tarde
Por entre suor e fotossíntese
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