As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 23 de março de 2026

PODA

Poderia apenas
Cortar os galhos livres
Que cresceram naturalmente
Buscando as veias do céu 

Mas olhei 
E preferi pensar
No cuidado de estar 
Atento a imensidão do quintal
 
Cuidar das folhas
Dar passagem a luz que nos toca
Reparar  na poesia do chão 

A cada gole d’água 
A lâmina cortava o vento 
E o horizonte ia se tornando maior  
O sol preenchendo minha tarde
Por entre suor e fotossíntese 

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