As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 31 de março de 2026

Calmaria

Acredito

Não cegamente 

Ou num devaneio lógico

Numa certeza mística 

Ou surpresa matemática 


Escolho

Não temo a decepção

Não me consome

A fome do verso

A triste sutileza da apatia

Nem a descrença da meia idade 


Meu coração resiste 

Ao degredo da dúvida 

A fragilidade do tempo 

A rigidez das notas ocidentais 

Ou o peso cristão que me almeja as costas 


Essa é minha verdade 

Não precisa fazer sentido

Não temo o silêncio da noite

O perfume do dia 

O infinito das tardes


Essa canção não tem pressa 

É uma poesia comum

Uma dança ordinária

Uma brisa suave

Sem alarde

Amor

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