As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 22 de março de 2026

Sensações

Uma lembrança trouxe 

Na iluminura do sorriso

Descanso e sonho.

No sabor da manhã, ao café,

Senti o gosto das coisas

Como quem beija.

Até abstraí um pouco

Das demandas do mundo 


A tarde chegou suave 

Como os raios do sol  

Entrecortando as nuvens

Carregando leves prenúncios 

Passeando entre sol e chuva  

Desejos úmidos de fertilidade

A paisagem verde que o diga 


No momento abraço a palavra

Que salta as casas

Através das mãos

O peito alegre  

Feito pão de milho

Me chama a atenção

Com o cheiro de pronto

Tomando conta da casa


A música agora

No que antes era apenas palavra

Dimensiona o afeto em três dimensões

Que preenchem os sentidos

Passeando entre a alma

A mente e o coração 

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