Povo Cariri - Poesias sobre Amor, Indignação, Alegrias e , Tristezas, Luz e Sombra, Espaço, Tempo e Gravidade
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
A Tao da Física
Tenro
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
EnCantoria
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Amor
Esteja livre em tudo
Para que assim
Seja desnecessário
O desejo de fugir-se
Mas enfim
Se algum dia encontrar-se
Sentir-se, sem sentir
Apele pra o amor
Essa oração libertadora
Desatadora dos sós
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Passado
domingo, 9 de novembro de 2014
Os pequenos João e Clarice
Me contava uma história engraçada
Me arrancava uma gargalhada
E fazia amor comigo
E assim como alguém acolhido
Me arrancava um sorriso calado
E me abraçava como um amigo
Em alguma de suas viagens
Me mandava umas mensagens
Com canções e trechos de poesias
Mesmo quando sabia que estava
Mas ele dizia que passava
Logo depois que eu sorrisse
E assim ele me conquistava
E quando dei fé já estava
Casada, com suas palavras,
Silêncios, canções e meiguices
E sempre que ficamos
Chateados com a mesmice
Ele canta essa canção e dançamos
Contando como nos apaixonamos
Pra os pequenos João e Clarice
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
A Menina Dança
Ela pula. Pulsa. Dança. . .
Incansável
Em seu tempo de cena. Uma criança.
Quisera eu
Sempre que o mundo me parecesse hostil
Na fotografia, em câmera lenta
Sinto o seu movimento eterno
E ouço a voz de seu peito
Me declamando alegrias.
Suas palavras são canções
São poesias
Que impulsionam a mim e o mundo
Pra um lugar qualquer no futuro
Onde as coisas não perdem
sábado, 1 de novembro de 2014
Dramaturgia moderna
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
A palavra que quiser
Metade mulher, metade outro gênero,
A meia a-palavra-que-quiser
Vamos tomar um café com hibiscos?
Caminhar pelo tempo
Vendo flores onde não existam
Motivos pra cantar poesias
Pra declamar declarar silêncios
Plantar cores inimagináveis
Onde seja desnecessário
Desenvolver um absurdo diálogo
Como quem observa
Estrelas do mar candentes
Lindas e indecentes
Nos mais profundos abismos
Sociais abissais da velha São Paulo
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Peão
Onde ao menos, é minha a trilha sonora
Sigo no embate, tenho minhas dúvidas.
As peças mudam o tempo todo
Como um jogo de movimentos tétricos
O tabuleiro grande representa o reino dos homens
Onde sei que sou um peão,
Faço o meu trabalho
O trabalho dos outros
Todo o trabalho pesado
Todo o trabalho do mundo
Mas, de tanto trabalhar me sinto leve e canto
Fico rodopiando, em meu movimento de dança,
Compondo músicas aos ventos
E eu nao posso parar,
Em nenhum momento
Não me segure
Se não eu caio
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Oração Dominical
Equilibrando as polaridades
Na freqüência divina da deusa
E sigamos no exercício ininterrupto:
Amor humildade e tolerância!
A canção nos virá como uma oração
Sintonizando Alma, mente e coração
Que o mal e tudo que houver de negativo
Numa dança em círculos
Ao toque do meu tambor
Se transforme em risos
Óh, Força ancestral de onde emana a luz por toda a existência!
Transforme toda inevitável dor em consciência
Transmute todo ódio em fé e resistência
Para que continuemos declamando poesia-esperança
À todos aqueles que não conseguem enxergar as cores,
Consentir o perfume que brota das flores
Em todos,
O renascer dos sóis
Por todos,
Os cantos
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Despido
Nesse agradável calor e ventania
Nu de roupas, de idéias
Nu até de corpo
Para que a luz pudesse
Vestir minha alma
Em seu prisma refratado
De todos os tons
Arcoíricos
sábado, 20 de setembro de 2014
São Paulo vai virar sertão...
Quando não estou a tocar
Mesmo com o corpo cansado,
Em minha mente,
Não descansam os sonhos
Os sonhos nunca dormem...
Penso na relatividade do vento...
Nas horas seguindo em seu curso
O cigarro se apaga
O frio me envolve
E como o abraço desconfortável de um inimigo
Temo uma incerta confusão das células
Tento compor essa canção
Na ânsia de evitar uma tensão nos órgãos
Pela coincidente falta d'água
Em meus olhos, em São Paulo
No sertão
Na metrópole
Hoje desconfio, tanto faz,
Se não nos chovesse
Se não me viessem as lágrimas
Não seria por falta ou excesso de vontade
simplesmente
Seria por falta de esperança
Por isso, sempre que posso
Guardo comigo lembranças
Porque elas me fazem sentir
Tudo o que preciso
Quando, mais, ou menos, preciso
De motivos pra continuar dançando
Por um mundo, uma vida, ou pelo menos
Por uma madrugada melhor
Em seu silêncio mais suave
Belo e aterrorizante.
Sinto minha alma transfigurar-se
No pulsar quântico de meu coração
O corpo físico, máquina,
Processando uma nova melodia
Que inicia um novo batimento
Um lugar mágico em que descubro a harmonia
E os sonhos tornam-se reais
Ali, nesse não lugar, rodopia uma bailarina
Vestida de Rainha
O reisado
Agora
É aqui
E todos os entremeios
Brincam em meu peito
terça-feira, 16 de setembro de 2014
#paquera
Trocamos meios olhares
Passeando pelas realidades
Com a atenção dividida
Entre os dispositivos móveis
E uma antiquada fixa paixão
Amor não-amor...
Solitários selfes
Bem, não podemos dizer
Que não ouve uma conexão
Não nos beijamos
Mas postamos esse sentimento
Que talvez tenha passado batido
Email a tanta informação
Cariri dub Toré
O som estrondou na imensidão
Virou trupé pisei no chão!
Baixou os cabôco, eu digo: salve!
Com o meu Maracá na mão
Numa força ancestral
Convidando à dançar
Num pé começo a marcar
Na energia dos caboclo
Nessa força Eletrolisado
Desconfundindo a consciência
Sintonizo na freqüência
E começo a rodopiar
Uma pra lá e um pra cá
Cariri dub no Toré
Se tu quer ver como é que é
Deixe a maraca te levar
sábado, 13 de setembro de 2014
Em Partes Inteiros
Sou por inteiro sonhador
Imparcialmente romântico
Confiante em meus instintos,
Feminino, menino,
Acredito em tudo o que tu me disser
Até no que não me dizes, mas,
Falam, teus olhos
Porque não?
No máximo, mesmo que nada desse certo
Eu cantaria uma canção,
E no mínimo todos dançaríamos
Juntos ou não
E mesmo que eu não pudesse dançar
Também seria minha a revolução
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
InDescrição
Tivesse eu um amor assim aos tempos
Pra abraçar às minhas vontades, aos ventos
Dançaria até o anoitecer dos braços, aos abraços
Arredia, findaria minha saudade, aos risos, e sorrisos
Não tardaria por fim, minha canção sem um salto, um vôo
Um harpejo danado até o chão e céu de tua boca
E minha alada fé de paixões inconseqüente, mas, bem amadas
Madrugaria enfim, ao mastigar e ruminar teu corpo.
E o perfume, teu cheiro, em minha nua conspiração, e respiração
Ofegaria, dançante e delirante gozo
Apertando minhas costas, costelas e constelações.
Por fim, seria apenas mais um começo?
Um amanhecer de cantos pássaros
Confundindo-se com o sussurrar
Romântico, clássico
Dos fortuitos beijos?
sábado, 30 de agosto de 2014
Post
Não quero apenas curtir o momento
Quero curtir e compartilhar o sentimento
Não quero a sensação de tempo perdido
Mais ou menos a sensação da pressa sem sentido
Quero o equilíbrio e sabedoria dos mestres
O domínio sobre o corpo físico
A intimidade do meu espírito
Com todos os nossos espíritos
Ancestrais
Quero poder ser outros. Porque não?
Mas, sem nunca deixar de ser eu mesmo
Em todas as minhas formas
Virtuais
Não quero apenas um livro de rostos
Quero imagens e vivências reais
Sejam de amor as cores guardadas
Ou mesmo da dor inevitável
"Das paradas"
Quero a vida como ela é, e como pode ser
Como ela foi... estamos aqui,
E estamos guardados e linkados
Conectados
Reconhecidas as faces
Não quero apenas a tecnologia
E poder lhe cutucar, lhe notificar meu carinho
Sem o desenvolver, a evolução do ser
Ou não ser, eis a questão,
Quero agora e sempre
Estar aqui, e por aí, pleno
Em corpo, espírito, instinto
E avatar
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Encantamento
Mas se for encantamento de amor
A única coisa no mundo
Que quebra esse encanto
É o desencanto
Por isso seja o que for
Não me importa
Eu vivo
Eu canto
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
O Sertão
Caminha ou dança ou voa tranquilo
Por entre veredas e céus azulentos
Quando o espaço sem fronteiras, sem cercados
É Indelimitado d'onde a poesia que apenas distingui o ser ambiente em seu meio,
A cor a estação a qualidade dos tons de verde
Em verso, o cantador entoa a prosa da gente simples
Que vive alheia as coisas desimportantes que causam câncer (aquela triste confusão das células do corpo).
Onde começa e termina o sertão?
Quero entender esse teu sentimento...
- Perguntou a menina, urbana, de sorriso inocente.
Eu feito "matuto" não tive muito o que falar,
E numa melodia que me veio de repente,
Cantei assim, olhando em seus olhos,
(Porque só isso já diz muita coisa que se sente),
- Menina, o sertão, termina e começa, dentro da gente
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
O que Toco?!
Olha, eu sei bem o que toco
E por isso, eu não sei o que toco
Eu toco o tudo, eu toco o nada
Eu toco a vida, a vida me toca
Eu toco você, eu, toco a paixão
Eu toco a alegria, toco o terror
E "taco" fogo no que me prender!
Me toco, eu, toco você, assim,
Me desprendo daqui, vou por aí,
E me liberto, tocando, puro
E curo, qualquer dor
Se toca, te toco
Toco tudo o que você quiser
Se tudo o que você quiser for amor