Quando a verdade descer nos meus olhos
E o destino vier nas encostas
O sol me trará novamente
A luz que preciso pra me encandear
Aí serei como o fogo
Descendo no alto da serra
Trazendo na roda do tempo
As horas que marcam o desencantar
Vem que o destino chamou
E é chegada a hora de revelar
Vem que que o fim desaguou
E a grande pedra vai rolar
Eu ja traguei do meu fumo
Guardado comigo o ano interio
E agora revela o teu sonho
A baleia que irá despertar
Com a virgem trazida em seu dorso
Ela nos guiará
Povo Cariri - Poesias sobre Amor, Indignação, Alegrias e , Tristezas, Luz e Sombra, Espaço, Tempo e Gravidade
As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?
sábado, 14 de agosto de 2010
Sina de Tocador
Foi no Cariri
Que eu nasci e me criei
E bem cedo eu botei
Na cabeça: - Eu vou tocar!
Eu tive que lutar
Pra poder ser tocador
E a vida me ensinou
A ouvir tudo e cantar
Eu sofri muito
Pra chegar onde queria
Engoli noites e dias
Vomitando sofrimento
No pensamento
A vontade de vencer
No peito muito a dizer
E na mão sempre um instrumento
Posso até ser
Um cantador sem muita sorte
Mais se a vida fez um corte
No meu peito penitente
Trago essa dor
E a canto com alegria
Essa é sabedoria
Que alumia o meu presente
Que eu nasci e me criei
E bem cedo eu botei
Na cabeça: - Eu vou tocar!
Eu tive que lutar
Pra poder ser tocador
E a vida me ensinou
A ouvir tudo e cantar
Eu sofri muito
Pra chegar onde queria
Engoli noites e dias
Vomitando sofrimento
No pensamento
A vontade de vencer
No peito muito a dizer
E na mão sempre um instrumento
Posso até ser
Um cantador sem muita sorte
Mais se a vida fez um corte
No meu peito penitente
Trago essa dor
E a canto com alegria
Essa é sabedoria
Que alumia o meu presente
sábado, 7 de agosto de 2010
Arranjos, flores, notas, acordes, melodias, timbres, cores... algo assim.
Uma fórmula...
uma forma, uma norma?
Não... Não há.
Pensar, sonhar,
Imaginar que tudo o que quiser, será
Esse é teu mundo
Sentir, fluir, chorar, sorrir
Rimas óbvias, sentimentos
Esperar os momentos!
Fecundar idéias
Maturar abstratos.
Parindo um desejo
Ele se torna fato.
Componho realidades
Com uma matéria prima que não existe
Ou que pelo menos
Não estava nesses planos
Mesmo assim o instinto não desiste
O cheiro do caminho, amores, desenganos
E a certeza do nada!
Isso já é tudo.
Ter um absurdo,
É o que precisava!
uma forma, uma norma?
Não... Não há.
Pensar, sonhar,
Imaginar que tudo o que quiser, será
Esse é teu mundo
Sentir, fluir, chorar, sorrir
Rimas óbvias, sentimentos
Esperar os momentos!
Fecundar idéias
Maturar abstratos.
Parindo um desejo
Ele se torna fato.
Componho realidades
Com uma matéria prima que não existe
Ou que pelo menos
Não estava nesses planos
Mesmo assim o instinto não desiste
O cheiro do caminho, amores, desenganos
E a certeza do nada!
Isso já é tudo.
Ter um absurdo,
É o que precisava!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Vai e Vem
Quando estás a me fitar
Reconheço-te através do seu olho direito,
No fundo da retina,
Onde tua graça se faz menina,
E a alma descansa as ilusões da matéria, em recomposição.
Da saudade que se encontra e conta
E se esconde nos ciclos da lua,
No movimento da tardança de tuas vontades
Entre um passe e outro
De dança e energia, em transformação
Vem, me dê a mão simplesmente
Não nos encontramos por acaso.
E o destino agora nos soa
Como uma canção que ressoa
Como nunca, foi, e eternamente. Ação e reação.
Reconheço-te através do seu olho direito,
No fundo da retina,
Onde tua graça se faz menina,
E a alma descansa as ilusões da matéria, em recomposição.
Da saudade que se encontra e conta
E se esconde nos ciclos da lua,
No movimento da tardança de tuas vontades
Entre um passe e outro
De dança e energia, em transformação
Vem, me dê a mão simplesmente
Não nos encontramos por acaso.
E o destino agora nos soa
Como uma canção que ressoa
Como nunca, foi, e eternamente. Ação e reação.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Palavras que voam
Se um dia eu te der palavras que voam
Não saia voando com elas
E me deixe aqui falando sozinho
Não se enalteça com meus versos, minha donzela
Meus sonhos são tudo o que tenho pra te dar
E é o pouco que jamais me pertenceu
Pois meu sonho pertence a quem sonhar, Deusa-mãe
E ao nascer eles vão a quem os acolheu
Mesmo assim, ainda alguns crescem ao vento
Se espalhando na forma de canção
E atravessam qualquer espaço tempo
Só pra se enraizar no coração
Já canção.
Não saia voando com elas
E me deixe aqui falando sozinho
Não se enalteça com meus versos, minha donzela
Meus sonhos são tudo o que tenho pra te dar
E é o pouco que jamais me pertenceu
Pois meu sonho pertence a quem sonhar, Deusa-mãe
E ao nascer eles vão a quem os acolheu
Mesmo assim, ainda alguns crescem ao vento
Se espalhando na forma de canção
E atravessam qualquer espaço tempo
Só pra se enraizar no coração
Já canção.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Ciclos do encantado
Esta era a oportunidade
Em um bem azul e calor de época, alvoroçados.
Vestindo o couro dos antepassados
Investi um rezar profundo, desmandado
Descampando nas pradarias
Do meu coração nordeste
Um caboclo de asas, Cariri
Em um auto, sertão, andaluz
Agreste
Entoando um cantar contínuo
Prestes a entendê-la, a recebê-la
Como um trovão nas águas
Irradiando a flor na correnteza calma
De olhos fechados e mente aberta,
O clarão lúdico nas pálpebras envivecendo,
O invisível, o normalmente imperceptível
Sonhos latentes em anos que se perdem
Como estúpidos nãos ignorantes.
Um novo século, um novo começo, um novo mundo
Sem infortúnios
Meu reino sem latifúndios
Castelos sem paredes nem muros
Sem realezas, sem certezas,
Em reais tragédias e belezas.
Naturalmente como nossas lendas!
Não há nada aqui que nos prenda
Se não, a perdida ou encantada liberdade
Esta era uma oportunidade
Na imparcialidade cíclica das vidas (no vão do tempo)
Nas verdades mais absurdas
Dos desejos veteranos
Um discurso, minha ingênua ideologia
Meu exercito de cantadores imaginários
Inveterados,
A implodir (não reprimir) revoltas!
“Em êxtase,
Dançam sobre o meu calvário
Enquanto voam as folhas
Das árvores, o calendário”
Ela talvez fosse a única, uma oportunidade
E minha ação não se perderia, sem palavras
Sem função, no presente
Minha língua em fogo ardente
Pronunciando poesias
Por entre fumaças mágicas
No circulo dos elementos
Na ânsia de reencontrá-la
Em um bem azul e calor de época, alvoroçados.
Vestindo o couro dos antepassados
Investi um rezar profundo, desmandado
Descampando nas pradarias
Do meu coração nordeste
Um caboclo de asas, Cariri
Em um auto, sertão, andaluz
Agreste
Entoando um cantar contínuo
Prestes a entendê-la, a recebê-la
Como um trovão nas águas
Irradiando a flor na correnteza calma
De olhos fechados e mente aberta,
O clarão lúdico nas pálpebras envivecendo,
O invisível, o normalmente imperceptível
Sonhos latentes em anos que se perdem
Como estúpidos nãos ignorantes.
Um novo século, um novo começo, um novo mundo
Sem infortúnios
Meu reino sem latifúndios
Castelos sem paredes nem muros
Sem realezas, sem certezas,
Em reais tragédias e belezas.
Naturalmente como nossas lendas!
Não há nada aqui que nos prenda
Se não, a perdida ou encantada liberdade
Esta era uma oportunidade
Na imparcialidade cíclica das vidas (no vão do tempo)
Nas verdades mais absurdas
Dos desejos veteranos
Um discurso, minha ingênua ideologia
Meu exercito de cantadores imaginários
Inveterados,
A implodir (não reprimir) revoltas!
“Em êxtase,
Dançam sobre o meu calvário
Enquanto voam as folhas
Das árvores, o calendário”
Ela talvez fosse a única, uma oportunidade
E minha ação não se perderia, sem palavras
Sem função, no presente
Minha língua em fogo ardente
Pronunciando poesias
Por entre fumaças mágicas
No circulo dos elementos
Na ânsia de reencontrá-la
quinta-feira, 8 de julho de 2010
O delicado peso da leveza!
Pensei,
Que fosse mais simples, um ou outro desejo
Que o desenho que fica na parede da consciência
Fosse uma ingênua forma de guardar
Guardar de proteger,
Guardar de tornar,
Tornar de retorno,
De fazer com que seja, também,
Mas essa uma vontade intensa,
Rasgou o ventre da tranquilidade
Nascia assim, de mim, essa falta de ti.
Descobrindo a solidão,
Tornei-me inquieto
E só o sonho me faria ver
O que já era certo.
Então, lhe fiz uma canção
Pra conseguir minha paz
Tornei-me inquieto
E só o sonho me faria ver
O que já era certo.
Então, lhe fiz uma canção
Pra conseguir minha paz
Um encantamentozinho
Nada demais!
Hoje entendo como é simples, toda tua complexidade.
Senti,
Fiquei surpreso!
Ali estava eu,
Digerindo uma certeza,
Nada demais!
Hoje entendo como é simples, toda tua complexidade.
Senti,
Fiquei surpreso!
Ali estava eu,
Digerindo uma certeza,
Surpreendido e preso
Ao delicado peso
De sua leveza.
De sua leveza.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Fuxico
"Hoje por acaso,
...vocês também perceberam a simplicidade da luz ao tocar o rosto da manhã?!
Menino! E eles ainda seguem juntos até então!"
Do prisma, e doce calor que me invadem,
Refratei palavra e som.
E me sentindo nuvem em meio a tudo,
Estou leve por fazer um fuxico bom.
...vocês também perceberam a simplicidade da luz ao tocar o rosto da manhã?!
Menino! E eles ainda seguem juntos até então!"
Do prisma, e doce calor que me invadem,
Refratei palavra e som.
E me sentindo nuvem em meio a tudo,
Estou leve por fazer um fuxico bom.
sábado, 19 de junho de 2010
Desapercebida
Por certo ela chegou e não percebeu
Assim, não imaginava o céu
Sonhou distante mas pensou que era apenas um dia comum
Não. Não era!
Minha razão fez festa! Dos sentimentos nem falo!
Enquanto Kahlo, te escuto tanto em meu juizo!
Desenhemos a vida, que sejam amores e desgostos
Pra mim tudo passa pela expressão do seu rosto.
Os traços e linhas na palma da mão.
Vejo as telas, os filmes, ouço canções, leio Clarices
Não consigo assistir o espetáculo sem dar opinião. Eu sabia,
Quando ela percebesse meus olhos em gestos de paciência em dança
Talvez nos poupasse outra existência.
O que seriam desejos do corpo?
O que seriam necessidades da alma?
O sexto sentido feminino é o que nos salva
O instinto maternal indicou nossa divina providência.
Era o milagre da poesia em nossas vindas
Renascendo
Assim, não imaginava o céu
Sonhou distante mas pensou que era apenas um dia comum
Não. Não era!
Minha razão fez festa! Dos sentimentos nem falo!
Enquanto Kahlo, te escuto tanto em meu juizo!
Desenhemos a vida, que sejam amores e desgostos
Pra mim tudo passa pela expressão do seu rosto.
Os traços e linhas na palma da mão.
Vejo as telas, os filmes, ouço canções, leio Clarices
Não consigo assistir o espetáculo sem dar opinião. Eu sabia,
Quando ela percebesse meus olhos em gestos de paciência em dança
Talvez nos poupasse outra existência.
O que seriam desejos do corpo?
O que seriam necessidades da alma?
O sexto sentido feminino é o que nos salva
O instinto maternal indicou nossa divina providência.
Era o milagre da poesia em nossas vindas
Renascendo
terça-feira, 8 de junho de 2010
Ancestrais
Ela me dará outra canção?
Meu peito involuntário se contrai
Aguardando impaciente em oração
Ela me consome o coração
Mas o que construí
Não se desfez
(Ai!) Não se desfaz
E ha de não se desfazer jamais!
O passado, os ancestrais
Deuses tortos
O porto, o cais
Da igreja da sé à matriz do juazeiro
É o caminho de um mundo inteiro
A partida, a chegada
O reencontro, o confronto
O crescendo na orquestra!
Eu fico tonto.
Me prometeste uma existência longa e de prazer
Viver o amor, a bel felicidade
Warakidzã, o sonho, o rito de passagem
Rompendo os ciclos de nossa imortalidade
Que nos atrai
E se refaz
E nos disfarça
Só para nos reconhecermos mais
Ancestrais!
Minha menina, te dou tudo o que quiser!
Porque por ti, conheço o perfume da flor
Sou cariri, meu destino é ser cant’a dor
Vi a mãe d’água! Sei teus segredos, mulher!
Ela me dará outra canção?
Meu peito involuntário se contrai
Aguardando impaciente em oração
Ela me consome o coração
Mas o que construí
Não se desfez
(Ai!) Não se desfaz
E ha de não se desfazer jamais!
O passado, os ancestrais
Deuses tortos
O porto, o cais
Da igreja da sé à matriz do juazeiro
É o caminho de um mundo inteiro
A partida, a chegada
O reencontro, o confronto
O crescendo na orquestra!
Eu fico tonto.
Me prometeste uma existência longa e de prazer
Viver o amor, a bel felicidade
Warakidzã, o sonho, o rito de passagem
Rompendo os ciclos de nossa imortalidade
Que nos atrai
E se refaz
E nos disfarça
Só para nos reconhecermos mais
Ancestrais!
Minha menina, te dou tudo o que quiser!
Porque por ti, conheço o perfume da flor
Sou cariri, meu destino é ser cant’a dor
Vi a mãe d’água! Sei teus segredos, mulher!
Ela me dará outra canção?
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Três cocos siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá
Eu to doido pra viajar
Visitar a minha gente
Guarnecer o meu repente
Com a poesia de lá
Pro Cariri eu vou rumar
Levo meu amor comigo
Pra não ficar de castigo
Quando a saudade apertar, ô sabiá!
Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá
O Cariri é meu lugar
Tem fartura e esperança
Do Rio trago lembrança
E saudade dos carnavá
Se meu peito num se aguentar
É por mó da minha pequena
Sua beleza já me acena
Me pedindo pra eu voltar, ô Sabiá
Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá
Com o peito a improvisar
Uma cantiga onipresente
Hoje choro sorridente
Tão feliz, vou me acabá
Com o meu oxe e a chiá
Feito um samba na taboca
Um forró Caririoca
Pra vocês eu vou cantar, ô sabiá
Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá
Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá
Três coco siricora miudá
Eu to doido pra viajar
Visitar a minha gente
Guarnecer o meu repente
Com a poesia de lá
Pro Cariri eu vou rumar
Levo meu amor comigo
Pra não ficar de castigo
Quando a saudade apertar, ô sabiá!
Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá
O Cariri é meu lugar
Tem fartura e esperança
Do Rio trago lembrança
E saudade dos carnavá
Se meu peito num se aguentar
É por mó da minha pequena
Sua beleza já me acena
Me pedindo pra eu voltar, ô Sabiá
Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá
Com o peito a improvisar
Uma cantiga onipresente
Hoje choro sorridente
Tão feliz, vou me acabá
Com o meu oxe e a chiá
Feito um samba na taboca
Um forró Caririoca
Pra vocês eu vou cantar, ô sabiá
Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá
Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá
quarta-feira, 2 de junho de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Plágio
Eu espero que você sinta
Que foi pra você que fiz essa canção!
Assim a tristeza findará
Pois será chegada a hora do recomeço
Anunciado a tanto, profecia
Seu olhar, sempre foi minha luz do dia
A noite, teus mistérios em que me perdia
Pra nos reencontrar, nossa paixão.
Amanhã não há mais solidão.
Ontem eu tinha saudade.
Hoje, sua paz, sua calma
Seus desejos realizados, sua alma.
Eu canto e danço ao ritmo de suas palmas
A batida que seguimos é plagiada
Roubei ontem, ao sentir teu peito, ao beija-la
Não reconhece ao toca-la?
São os compassos de seu coração.
Que foi pra você que fiz essa canção!
Assim a tristeza findará
Pois será chegada a hora do recomeço
Anunciado a tanto, profecia
Seu olhar, sempre foi minha luz do dia
A noite, teus mistérios em que me perdia
Pra nos reencontrar, nossa paixão.
Amanhã não há mais solidão.
Ontem eu tinha saudade.
Hoje, sua paz, sua calma
Seus desejos realizados, sua alma.
Eu canto e danço ao ritmo de suas palmas
A batida que seguimos é plagiada
Roubei ontem, ao sentir teu peito, ao beija-la
Não reconhece ao toca-la?
São os compassos de seu coração.
Cedo da tarde
Como uma realização de flor
Sangue e seiva em minhas veias
Circulavam meu corpo
Alvoroçando meu desejo em fotossíntese
Me atentando feito lembrança de beijo
Tanto calor forjara rijeza em meu peito.
Ela ainda me consumia o coração
Com instintos vegetarianos de um leão
O passado aos pouco se consumia
E cada parte de mim
De dentro pra fora
Ruminava saudade
Num movimento sem fim
E eu cantava, e o vento
Num leve ciclone soprava
Já era o bastante pra te sentir,
A velha tempestade, chorar e sorrir.
Sangue e seiva em minhas veias
Circulavam meu corpo
Alvoroçando meu desejo em fotossíntese
Me atentando feito lembrança de beijo
Tanto calor forjara rijeza em meu peito.
Ela ainda me consumia o coração
Com instintos vegetarianos de um leão
O passado aos pouco se consumia
E cada parte de mim
De dentro pra fora
Ruminava saudade
Num movimento sem fim
E eu cantava, e o vento
Num leve ciclone soprava
Já era o bastante pra te sentir,
A velha tempestade, chorar e sorrir.
domingo, 25 de abril de 2010
Sertões do mundo
Pra atiçar meus desejos e me possuir
Só arrebatando-me em mais uma estação
No próximo solstício anunciado.
Sigo em minha solidão de errante.
No ponteiro andante, com um dançante eterno
Num lapso da razão enfadada,
Transfiguro-me no verde que restou de tua presença
Respiro assim, toda a tua fé e indiferença.
Deposito minhas promessas
Na manhã vindoura e viçosa
Com o sabor das frutas do tempo
No tambor da curva das horas
Subo e desço colinas, sou o vento
Ecos de uma existência inteira
Entre ramagens e sentimentos perdidos
Como o ar e suas propriedades, invisível
Passos por ti, passas por mim
Enquanto o mundo precisa de nós.
Em nossos sentimentos e delicadeza
O singelo movimento das árvores.
Hoje somos como as flores.
Que teu espírito evolua
Que esta palavra nua e crua
Sirva pra ser tragada
Nos mostrando um outro caminho
Entre as florestas e estrelas do hemisfério sul
Se no inicio tudo era incerteza
Que hoje nossos Deuses nos protejam
Com uma nova canção que nos abençoe
E que ressoe pelos sertões do mundo.
Só arrebatando-me em mais uma estação
No próximo solstício anunciado.
Sigo em minha solidão de errante.
No ponteiro andante, com um dançante eterno
Num lapso da razão enfadada,
Transfiguro-me no verde que restou de tua presença
Respiro assim, toda a tua fé e indiferença.
Deposito minhas promessas
Na manhã vindoura e viçosa
Com o sabor das frutas do tempo
No tambor da curva das horas
Subo e desço colinas, sou o vento
Ecos de uma existência inteira
Entre ramagens e sentimentos perdidos
Como o ar e suas propriedades, invisível
Passos por ti, passas por mim
Enquanto o mundo precisa de nós.
Em nossos sentimentos e delicadeza
O singelo movimento das árvores.
Hoje somos como as flores.
Que teu espírito evolua
Que esta palavra nua e crua
Sirva pra ser tragada
Nos mostrando um outro caminho
Entre as florestas e estrelas do hemisfério sul
Se no inicio tudo era incerteza
Que hoje nossos Deuses nos protejam
Com uma nova canção que nos abençoe
E que ressoe pelos sertões do mundo.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Clarividade
No inicio tudo era um precipício
Um perigo, emocionante
Todo medo era distante
Corríamos a beira abismo
Cantávamos em sofismo
Quase em desafinação
Mas tudo era proposital
Nosso quintal era o mundo
Sonhos e confrontos
Impossível, invisíveis
Tudo estava em outros níveis
De uma simples existência
Além de toda ciência
E discurso plausível
Explicável
Palpável
Sensível
Afinal, o seu beijo de paciência
Era a única calma que me vestia
Em trajes de sono e delicadeza
Me livrava das impurezas da vida
Com um sol sorriso seu de clarividade.
Um perigo, emocionante
Todo medo era distante
Corríamos a beira abismo
Cantávamos em sofismo
Quase em desafinação
Mas tudo era proposital
Nosso quintal era o mundo
Sonhos e confrontos
Impossível, invisíveis
Tudo estava em outros níveis
De uma simples existência
Além de toda ciência
E discurso plausível
Explicável
Palpável
Sensível
Afinal, o seu beijo de paciência
Era a única calma que me vestia
Em trajes de sono e delicadeza
Me livrava das impurezas da vida
Com um sol sorriso seu de clarividade.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Profecia
Numa noite de doces pesadelos
Sonhei conosco
Meu mundo, o teu
Abdoral que fui, sentindo deus
Cantei em língua ancestral
Confundido em arcaico português.
Os dias em que murmurava aquilo que falavam as almas
Sentia o efeito dos sentidos queimando ao som das palmas
Ela estava do outro lado da realidade possível
Me fiz mais eu do que nunca
A vi então, mais ela que sempre
Temi ser mais do que deveria, do que poderia
E vivi num instante uma imensa alegria.
Estávamos tão à vontade
Que os pólos derretiam
Tudo por nossa causa, culpa
Senti-me tão irresponsável por tudo
Lembrei de Badzé que a tanto não passeava por essa existência...
Redescobrindo a ciência
Reinventando o futuro
Meu canto soou como um esturro
Vieram três mil anos de escuro
Três décadas de impaciência
A sabedoria de meus pais
Os carinhos de minhas mães
E meu aparente comportamento
Já nem pareceria rebelde.
“Beirando a demência
Eu cantava e dançava”
Por onde você andou que não me sentia
Tantos pensaram que eu mentiria, pra nos poupar
Mais eu estive aqui tragando o presente
E adivinhei tua sorte
Atravessamos a morte
O vale dos cariris encantados
A floresta misteriosa de nossos silêncios
Um mundo que nem mais pertencemos.
Estes seriam outros planos.
Renasceremos sentindo os céus entre os pés
Esse chão sagrado será o berço dos desejos que surgirão reconstruindo o tempo
E caberá a nós em nossos filhos
A oração da felicidade
Não apenas por si sós
Mas por todos ao nosso redor
Dentro e fora de nós
Quando o recomeço vier,
Será assim com o novo eixo da terra.
Sonhei conosco
Meu mundo, o teu
Abdoral que fui, sentindo deus
Cantei em língua ancestral
Confundido em arcaico português.
Os dias em que murmurava aquilo que falavam as almas
Sentia o efeito dos sentidos queimando ao som das palmas
Ela estava do outro lado da realidade possível
Me fiz mais eu do que nunca
A vi então, mais ela que sempre
Temi ser mais do que deveria, do que poderia
E vivi num instante uma imensa alegria.
Estávamos tão à vontade
Que os pólos derretiam
Tudo por nossa causa, culpa
Senti-me tão irresponsável por tudo
Lembrei de Badzé que a tanto não passeava por essa existência...
Redescobrindo a ciência
Reinventando o futuro
Meu canto soou como um esturro
Vieram três mil anos de escuro
Três décadas de impaciência
A sabedoria de meus pais
Os carinhos de minhas mães
E meu aparente comportamento
Já nem pareceria rebelde.
“Beirando a demência
Eu cantava e dançava”
Por onde você andou que não me sentia
Tantos pensaram que eu mentiria, pra nos poupar
Mais eu estive aqui tragando o presente
E adivinhei tua sorte
Atravessamos a morte
O vale dos cariris encantados
A floresta misteriosa de nossos silêncios
Um mundo que nem mais pertencemos.
Estes seriam outros planos.
Renasceremos sentindo os céus entre os pés
Esse chão sagrado será o berço dos desejos que surgirão reconstruindo o tempo
E caberá a nós em nossos filhos
A oração da felicidade
Não apenas por si sós
Mas por todos ao nosso redor
Dentro e fora de nós
Quando o recomeço vier,
Será assim com o novo eixo da terra.
terça-feira, 23 de março de 2010
Devaneio
Ela é um sonho.
As vezes acredito que é verdade
Maturo a certeza que sim.
Que o sorriso existe
Os olhos enxergam as cores
O corpo sente
A língua afiada corta as palavras pra que elas sejam mais belas, cresçam e floresçam, com o devido carinho e força que precisam!
O pensamento dela voa, o mundo... O Cariri lhe entoa uma canção
Ela escuta, suspira, e faz da vida uma coisa comum e especial como uma amizade, como comer um doce, se equilibrar nos paralelepípedos, espantar os pombos e ver os desenhos que eles alvoroçados fazem, na luz, que escapa da fumaça e corta o céu e toca o chão.
Ela suspira e diz (pra si?!):
-Estou em São Paulo...
E se contém até que esteja em outro largo devaneio
Pra enlouquecer e ser feliz novamente,
Como nunca (pra sempre).
As vezes acredito que é verdade
Maturo a certeza que sim.
Que o sorriso existe
Os olhos enxergam as cores
O corpo sente
A língua afiada corta as palavras pra que elas sejam mais belas, cresçam e floresçam, com o devido carinho e força que precisam!
O pensamento dela voa, o mundo... O Cariri lhe entoa uma canção
Ela escuta, suspira, e faz da vida uma coisa comum e especial como uma amizade, como comer um doce, se equilibrar nos paralelepípedos, espantar os pombos e ver os desenhos que eles alvoroçados fazem, na luz, que escapa da fumaça e corta o céu e toca o chão.
Ela suspira e diz (pra si?!):
-Estou em São Paulo...
E se contém até que esteja em outro largo devaneio
Pra enlouquecer e ser feliz novamente,
Como nunca (pra sempre).
terça-feira, 16 de março de 2010
Caminho II
Meu suspiro em fogo
Feito hálito de dragão
Alimentando-se de teu perfume
Armou-se pra incendiar
O que impedia o caminho.
Eu reneguei outros mundos
Queria apenas continuar aqui
Ver como seria a próxima estação
Mesmo sabendo
Que poderia estagnar minh'alma
Foi por amor.
Acreditando que de certa forma
Nunca estarías só.
Que a lembrança ressoasse feito música
Nos fazendo repensar ou permitir-se
Tudo bem se hoje não somos.
E que talvez, seja estranho.
Nos veremos sentados
Aos lados um do outro
Sem historias à contar
Sem memórias pra admitir
Sem físicos carinhos.
Nos reencontraremos talvez até sem perceber
E até mesmo que não queiramos sofrer
Fingiremos felicidades
Reverberarão saudades
A reluzir, pelos anos,
Refratadas em amanheceres
E luares
"E assim,
Eras?
Era ela
Era eu.
Tombará o sol?
Marés insurgirão
E será a tão esperada nova era.
Ela me verá.
Eu a verei.
Sim,
Talvez nos vejamos.
E nenhum de nós estará sonhando
Porque tudo já havia sido acordado."
Ela sempre tinha razão.
Eu nunca não.
Meu silêncio deixei guardado
Com um beijo dormido
Pra não compor um pecado
Num intervalo sem sentido.
Dissonante ilusão,
A consumir meu coração,
Meu suspiro feito fogo
Como hálito de dragão
Renascendo das cinzas
Feito hálito de dragão
Alimentando-se de teu perfume
Armou-se pra incendiar
O que impedia o caminho.
Eu reneguei outros mundos
Queria apenas continuar aqui
Ver como seria a próxima estação
Mesmo sabendo
Que poderia estagnar minh'alma
Foi por amor.
Acreditando que de certa forma
Nunca estarías só.
Que a lembrança ressoasse feito música
Nos fazendo repensar ou permitir-se
Tudo bem se hoje não somos.
E que talvez, seja estranho.
Nos veremos sentados
Aos lados um do outro
Sem historias à contar
Sem memórias pra admitir
Sem físicos carinhos.
Nos reencontraremos talvez até sem perceber
E até mesmo que não queiramos sofrer
Fingiremos felicidades
Reverberarão saudades
A reluzir, pelos anos,
Refratadas em amanheceres
E luares
"E assim,
Eras?
Era ela
Era eu.
Tombará o sol?
Marés insurgirão
E será a tão esperada nova era.
Ela me verá.
Eu a verei.
Sim,
Talvez nos vejamos.
E nenhum de nós estará sonhando
Porque tudo já havia sido acordado."
Ela sempre tinha razão.
Eu nunca não.
Meu silêncio deixei guardado
Com um beijo dormido
Pra não compor um pecado
Num intervalo sem sentido.
Dissonante ilusão,
A consumir meu coração,
Meu suspiro feito fogo
Como hálito de dragão
Renascendo das cinzas
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