As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 1 de fevereiro de 2026

NAVEGANTES (da zona habitável)

Quem entende o tempo e o espaço

Do corpo (terrestre, celestes)?

Quem calcula a rota pra o retorno

Do canto? (O lugar, a voz)


Pois o laço gravitacional

Nos abraça estável, confortável

Na dança continua dos astros


Quem se liberta e segue caminho

Ou por vontade decide ficar? 

Quem consegue imaginar 

Tamanha grandeza?

O amor sentido e descrito

Em papiros sobre a pedra-mesa


No suspiro dos amantes do tempo

Na luz que escreve o diamante 

Na pulsão do coração da terra

Na noite que inspira o sonho

No descanso quando inventamos 

Ciência, magia, alquimia, astronomia

Poesia, dúvida, reza e intuição


A arte nos concedendo

Um vislumbre do infinito

Os céus nos dando 

Paz, sentido e localização

Pra escolhermos o caminho

A direção


(Do deslivro do cosmos )

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