As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 7 de fevereiro de 2026

ELEMENTAR

Tão imenso o vasto o céu 

E as cores que o preenchem

Tocando nossas retinas 

Ainda assim, além do azul,

O vislumbre da matéria escura 

E as incontáveis estrelas


Os sonhos cruzam essas pontes 

Cores, luzes, escuros e silêncios

Na forma poderosa dos sons

Que compõe a existência 


As mãos no chão, os pés na água

Os ouvidos extravasando o tempo 

E a mente pairando no firmamento

Da natureza ao espaço profundo


Nasce uma canção 

Uma oração pra o infinito

O peito em ebulição

Explodindo e suave grito

O coração das estrelas

Fundindo as elementos

É a poesia do universo 

Pulsando viva dentro de nós

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