As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Borboletas

Hipnotizado

Pela chama da vela

Pelo som nascendo

Cortando o tempo

Na cadência imprecisa

do vento


Encantado 

Pela poesia falada

Encantada

Pela palavra nua

Vestida de vida 

e sentimento


Emocionado 

Com a tarde decaindo

Na tabela periódica das cores

E fico imaginando, sonhando 

Desnecessariamente


A canção

Ressoando em minha boca

Balançando meus pés e mãos

Enquanto me percorre o corpo

Frio na barriga e gratidão

Fé, poesia, inspiração

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