As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Cheiros

O cheiro
Do algodao
Do branco, do azul
Do verde, do rosa 

O cheiro 
Da rosa
Do pano 
Da tinta 
Do tecido

O cheiro 
Da rosa pintada
 no pano tecido

O cheiro da inspiração
De quem sonhou, pensou 
Das mãos que construíram   
A utilidade e poesia da estampa

O cheiro vivo
Da textura do tecido limpo
Do amor acordado
Da paixão dormida
Do desejo gasto

Por entre escamas de pele 
A poeira e poesia dos livros 
Dos afetos e dos pelos dos gatos

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