As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Véu

No véu da penumbra

As palavras caminham livremente 

Tateando mistérios da noite 

Servindo-se dos outros sentidos


Almejam descobrir

Diferentes formas de percepção 

Ver, ouvir, sentir

Aquilo que talvez

Mais nos falte a lembrança

E nos fuja da vista 

Na claridade dos dias 


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