As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Movement

Sing in the sky
In the sacred hours in the sun meet the moon
Let's dance with the wind and the stars
Our heavenly bodies
As new constellations
A celebration of life
In the firmament

So in heaven as in earth

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Conjunção

Sempre tivemos o nosso amor
Mesmo quando não afins
E as vezes que terminávamos
Conseguíamos recomeçar
Sem precisar determinar
Um meio, inicio ou fim

Mas estar junto de alguém
Tem algo (sempre tem)
De divino e necessário
Como crescer e evoluir

Assim íamos, seguíamos 
E se brigávamos
Falávamos o que não precisávamos dizer,
Mas ouvíamos o que precisávamos ouvir,

Um breve silencio nos dominava
E por fim

Lembrávamos nossas velhas canções
Ou compúnhamos novas
E dançávamos. Nos seduzíamos.
Dançar sempre nos acalmou
Cadenciávamos o corpo, os olhos e mãos
E nos descrevíamos em nossos papéis
Companheiros, amigos amantes...
Ofegantes,
Éramos as palavras que precisávamos sentir.

E nessa paixão renascida
Que nos tornava a brotar,
Deixávamos nos guiar...

- Quebrávamos a cara
Mordíamos a lingua,
Mas sempre nos acreditamos.
Escolhíamos acreditar.

Não apenas por um cego amor
Ou por tudo o que nos fizemos enxergar
Não pelas juras, injurias, das velhas rimas com a dor.
Mais, pelo o que continuamos a sentir
Ressentir que fosse...
Tenho a tua lua em mim
Tens o meu signo a te ascender
O que mais precisaríamos querer?
Os astros em nossa conjunção?!
Aprendemos a viver assim
E assim foi e é nossa arte.

Capricórnio em Áries
Terra e fogo
Saturno e Marte

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Iansã - II

Chove em mim essa noite,
Já anunciava o horizonte.
Fazia calor...
Por dentro, quase neve
E nesse choque
Uma febre nos sentidos,
Tua lembrança em tempestade
Chegou, varreu
Inundou meu dia,
Lavou, levou, lavrou
Minha agonia
E entre-raios e-trovões
Como em minhas canções
Você veio e se foi
Numa eterna tarde
Inventania

sábado, 17 de novembro de 2012

Cosmos

Eterno me refaço
Morro-me, vivo-te
Terra, poeira, poesia
Vou como a noite
Vôo como o dia
Se despedaçam as moléculas
À reconstruir um novo tempo
Onde posso ser um pouco de ti
Onde se possa ser um pouco de si
Do que foi, fomos, somos, e o que ficou, e soou
O que sempre ficará impregnado na alma, da alma
Feche os olhos, abra os olhos
Na gira do universo
Somos humildes versos
Inacabados
na construção
do cosmos.
Sóis e luas
Minha essência e a tua
Nuas
Minha voz, sua dança
Brincando
De se reencontrar

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Novembro

Aiai, novembro
Me faltam palavras
Me sobram lembranças
Sigo na esperança.
Em canções e andanças.

Logo me lembro
Do que vivi
Do que senti
E as mãos bailam sobre o papel
Ou os dedos brincam no teclado,
E assim como quem tem algo à dizer
Agoniado
Eu sentencio meus pensamentos
E liberto minhas impressões
Quando me atrevo, a descrever,
Teus silêncios
Calmos
Fico e-feito tempestade.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Soneto de carnaval

Num imprevisto meu coração se altera
Tambor vivo o qual me embalança
Tão linda força que me esperança
Qu'eu já nem sei como meu peito era

E o corpo influi a bailar em canto e dança
E rosno instintos à uivar-te paixão sincera
Selvagem, a tua presença, perigosa fera
Toma-me apenas num olhar que me lança

Felina rainha! Curvo-me à tua realeza
Pois que tua leoa pele não é fantasia,
No carnaval destroçou-me a tristeza!

Devora-me cru até que finde do dia
Digere-me aos poucos. Na noite fria
Porque arrebatado fui por tua natureza.

Fertilidade

As vezes me sinto leve,
Como se fosse me lavrar o vento
E a matéria etérea me ultrapassasse
E-levando o que já não mais nos serve

Tento estar firme, no peso das idades
Pois meus pés adentrando na terra, raízes
Me permitem ir além deste reino.
Ainda estou lá (aqui) implantado
É o que dizem (e me digo):
- As matizes, as matrizes
Tantas cores, flores.
Eu fui. Voltei.
E aqui estou.
O que tinha, plantei por aí, também em mim
Cultivei algumas dores,
As vezes ex-colhi
Quando não, sentia muito, mas,
Sempre vinham outras estações
E já era,
Agradecia a oportunidade,
Por tudo que eu tinha,
Porque quando tudo parece estar perdido
Surgem os frutos da honestidade
Que amadurecem em seu devido tempo
Pra nossa fertilidade

domingo, 7 de outubro de 2012

Tardezinha

E assim vai o dia
Numa calma tarde de outubro
A luz veste-se de um vermelho leve
(Como um profundo desejo breve)
O vento sai desfazendo as nuvens
Desconstruindo o presente.
Vai-se o tempo com o sol.
Na cacunda prateada da lua minguante,
A paz da noite vem surgindo. Menina
Com o seu sorriso escancarado.
-Mas como ela vem bonita!
Dizem as mais brisas.

domingo, 30 de setembro de 2012

Boca fechada

Diz tanto calada.
Quando cala tantos falando
E quando canta, entretantos,
Aos poucos, tudo diz,
Por nada,
Aos versos encantanda
Mesmo que em mágicos silêncios,
Pra quem quiser, ou não, ouvir
Apenas sentir, sonhar...
Por certo.

Inspiração, música
Pausa, respiração,
E até tudo o que antes nem pudesse soar...
Agora poesia.
Sentida
Sentido
Comsentimentos
Impronunciáveis

Talvez por sabedoria
Não por falta de palavras.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Mais uma dose

Mais um beijo
E o doce veneno de tua saliva
Passará a ser o meu amargo antídoto.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A Nova Luz do Sol - Praia Morais


A luz nova do sol
Atravessa paredões de nuvens
Espalhando, tingindo
O mesmo inigualável mundo
Em cores do grande verão no sertão.

“Quente!”
Chegando, vindo
Não explicando nada
Explicita ordem de acordes!

Queria ser lua eterna.
Nas noites ir e vir.
Solto, leve, exposto.

Na luz corro,
Entendo e não entendo.
Passo adiante a cara inchada ainda.
A vida que vivo
Quando acordo atônito
Puxado sugado
Para suor correr a luz do dia.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Chama

Estou aqui
Na tumultuada solidão sudeste.
Num firmamento de estrelas imaginárias
Num cinza afoito de pensamentos
E com o frio só me resta cantar
Pra aquecer a alma
Queimar tristezas
E seguir caminho

Pra estar lá
De onde vim
E aqui
Onde conheci teu sorriso
Qualquer lugar onde eu seja preciso
E poder falar pra quem puder ouvir
As coisas do coração
Recriar sertões
Embalando palavras
Com papeis desenhados de poesias
Na velha rede da saudade, balançando
Varar noites e dias sonhando
De onde viemos e pra onde vamos?

Se nesse mar de tempestades navegamos
Que nesse céu de ventanias, voemos
Dancemos em toda terra em que pisarmos!
Com o peito sempre apaixonado
Feito chama, alimentando-se
Elementando-se com o fogo sagrado
Que transforma todas as tristezas do mundo,
Em-cantos,
De amor.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Adolescência

Os sentimentos se condensam
Tal qual uma carregada nuvem negra
Que se apresenta na forma de um dragão ou borboleta
Em pulsos elétricos que gorjeiam estrondos
Anunciando a tempestade
(Estou em minha adolescência)

E meu canto fala desses céus
Do que se vê, e do que esta além do firmamento.
Se daqui os pássaros e vapores densos
Nos são imagens do físico limite aéreo,
Logo depois dos olhos de onde minh'alma
Teve anterior morada, cantam crianças caboclas
Como anjos, confundidas.
São Cariris, erês
Warakidzãs, encantadas!
Juntos saldamos com respeito e honra,
Nossos mestres,
Anciãos e ancestrais!
Em suas presenças, trago a saudade,
Que guardo comigo a vida inteira
E vejo na fumaça que revoa no futuro, o passado

Dos tempos remotos da infância do mundo
Dos espaços mais distantes do universo
Dos jardins do quintal de minha casa
Das revoltas em rock'roll cantadas
Nas valsas de reisados dançadas
Em baiões de improviso com os pífanos
No sangue quente do jogo de espadas,
Grito as lembranças dos amores mais promíscuos!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Sementes de esperança II

Não chore meu bem, não chore
Mas se assim tiver de ser,
Que tuas lágrimas reguem
A terra em que tanto dançamos
Lembrando dos antepassados.
Dividimos a mesma dor,
Se hoje é tu quem vai
Amanha sou eu quem vou
Pra partir ou retornar...
Contudo, sempre fomos felizes,
Cultivamos tantos sonhos,
Que quando essa saudade fulorá
A vida real já será tão verde e bela
Que haverão muitos frutos pra colher
Alimentando a mim, a você, os nossos filhos
Todos os nossos familiares e amigos
E ainda haverá o bastante para oferecer
Pra todos que queiram se satisfazer
Com o fruto sagrado da arvore esperança,
Que só cresce onde existe a luz da poesia
Só se desenvolve onde há carinho
E apenas floresce onde puder existir o amor

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dando Voltas - Valsa dos apaixonados

Ela dança nos meus sentimentos
Dando voltas no meu coração
E descansa seus sonhos mais lindos
Na morada da minha razão

Ele gira nos meus pensamentos
Anda às voltas em minha razão
E me canta seus sonhos mais lindos
Namorado do meu coração

E levamos nossos sentimentos
Indo e vindo! Em vôos, em vais e voltas,
Entre amores e pazes, fazemos revoltas!
E assim se renova a paixão!

Porque quando juntos dormimos,
Passageiros de nossa amizade
Acordamos os sonhos mais lindos,
Namorados da felicidade

terça-feira, 26 de junho de 2012

Pensando agora
Depois de tudo passado
Continuo a me confundir
Não sei se foi melhor sentir
A leveza ou o aperto do abraço

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Seu Nome

Eu contava com a necessidade da presença
Voltando as vistas nas fotografias que ficaram
Mas claro, sua essência estava comigo, esteve sempre.
Um sentimento de reencontro passeou por mim
Um sentido, na vida, talvez, fosse o que procurava
Mas me deparei com você, assim, como quem não queria nada.

E vivemos tudo o que sentíamos, apenas tudo, o que precisávamos.

Nas gavetas, nas paredes, pelos cantos da casa
Seus lápis e pincéis e sorrisos rabiscados
Um pouco da voz, do cheiro, do sorriso quadro a quadro
Em minha tarde saudosa, em minha mente em devaneio
Cantando Chuva de Janeiro, em junho já findado.

Onde e quando me perdi? Quando por ti fui encontrado?
Ficam, as pistas dos recados, em desejos digitalizados
Os sonhos reverberando cores e sons inesperados
E assim, por ti, em mim, vivo inevitavelmente
Um misto de amor e dor. Na distancia física.
Numa rima simples.
Apaixonado.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Lentes

Depois de tanto, tempo
Observando seu rosto,
Vi que algo estava diferente
Não era o olhar, impreciso
Nem a boca, sorridente
Talvez a estabilidade dos sonhos
De cara, imaginei, estranhamente:
- Quem é essa que aqui está?
Que corpo é esse em minha frente?
Essa alma também mudou de cor...
A luz nela refratada é diferente
A sua voz também mudou ao que parece
Ouço, vejo, firmeza e segurança é o que se sente
Poderia ser óbvio, a idade, a experiência
A própria distancia, a estrada, tantos sentimentos
As paixões, os amores, quem sabe?

Mas, tinha a certeza que algo mais profundo e inesperado
Era o que havia me surpreendido, simplesmente, me arrebatado

Sim, realmente ela estava diferente
Mas esse não era o caso pertinente
Porque no fundo, ela sempre fora isso em minha mente
Então percebi! A situação é que eu também havia mudado
Agora, outros ângulos e dimensões e culturas, me eram lentes
A questão não era ela, é que eu também havia mudado. Sim...
E meu olhar estava diferente.

Crença

A conquista
Entre olhares
Sorrisos,
Inocentes rabiscos
Nas paredes e nas pedras
No corpo ou no colo da mãe terra.
Se outrora indeciso
O cantar não lhe interveio
Agora só, com sua partida
O coração em devaneio
Brinca com o meu espirito:
- Que o amor dessa criança
Lhe seja o prenuncio da esperança
Que deve ter o mundo inteiro.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Clarividência


Acho que eu só não sabia o que queria dizer. solidão
Porque cantava em todos os impossíveis vazios. tons
Mas ela gritando era algo inimusicável,
Mas que adentrou no meu corpo e me ensinou o silêncio,
Respirou. Sorriu. E assim, fez-se uma pausa,
Vivemos sonhos.
Morremos realidades
Inicio e meio.
Pois não sabia o que era, o fim.
Eu havia entrado nessa mas saí, de mim.
Fui sem contar o tempo,
Não tardou, ela me disse qualquer coisa sobre ir embora
Eu não dei atenção, claro.
Estava mais preocupado com seu sorriso, na penumbra
Guardei boa parte daquela luz que a tocava iluminando-me,
Pra alimentar-me de sua saudade nos tempos que seriam idos
Hoje sua fotografia em minha lembrança, é uma droga,
Supri minhas fraquezas, mas me consome o juizo
Uma loucura, a palavra que canto é uma alucinação?
Uma psicodélica lembrança?
Uma dessas perigosas experiências
Que se conseguimos ultrapassar
É quase como conseguir o som da clarividência
Algo entre os planos físicos
E os que apenas sonharíamos
Sem realizar