Povo Cariri - Poesias sobre Amor, Indignação, Alegrias e , Tristezas, Luz e Sombra, Espaço, Tempo e Gravidade
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?
terça-feira, 6 de novembro de 2018
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Me Diz, Amor
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Encantados
domingo, 15 de julho de 2018
Passeios
sábado, 14 de julho de 2018
Dança
terça-feira, 22 de maio de 2018
Não Binário Amor
Mas sei que não errei
Pela razão, talvez não desse certo
Mas pelo coração, eu sei
Se fortalecer na dor
Seguir o próprio caminho
Escolher o amor
Aprender a lidar com a flor
E também com seus espinhos
Eram olhares de raiva ou medo
Mas hoje entendo, eu sei
Eles temiam se apaixonar
Ou pelo menos se aproximar
De uma pessoa gay
Tanta gente não entende
Mas, eu sou entendida
Não gosto de me gabar
Mas também não vou negar
Que eu sou uma pessoa linda
E assim fiz o caminho
Que me faz tão seguro
Plantei flores
Dentro do armário
Dancei em cima do muro
Olhei pra frente
E me vi no presente
Recordo o passado
Pra não esquecer
Que não escolhi ser
Me descobri assim
Aprendi a me defender
Sem precisar odiar, enfim.
E pra quem se dizer meu inimigo
Tenho amor de sobra pra dar
Nunca pra vender. Por sinal,
Tome um pouco pra você
Minha deusa da sabedoria
Livrai-nos de todo mal
Sambei
domingo, 4 de março de 2018
Matrix de Nossa Senhora das Dores
sexta-feira, 2 de março de 2018
RELENTO
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Cinzas
domingo, 12 de novembro de 2017
Leve
O ritmo, as batidas do teu coração
Deixo um pouco da minha voz em teu corpo
Por onde passeei quando beijei teu rosto
O som na língua nas mãos
O bailado fino da tua dança
O encantamento de quando te toquei as pernas
Como se fossem meu violão
Deixo um tantinho assim dos meus desejos
Como se fossem desvendados segredos
Dedilhados do pescoço até o tendões
No desenho de tuas costas
O antigo mapa e a rosa dos ventos
Tatuados em tuas costas e braços
Onde descrevi essa canção
Por fim, a parceria, a troca
Deixei muito contigo
Deixaste tanto comigo
E decifrando meus próprios versos eu sigo
Em todo impossível amor que de tão antigo
Nos círculos de vida morte e ressurreição
Sempre foi tão honesto, tão íntimo, tão amigo
Transmutamos como lagartas em borboletas
E as vidas seguem sua evolução
Não tivemos nada e tivemos tudo
Música, dança teatro e poesia
Como um reisado
Que vara a noite e rompe o dia
Tudo se funde se confunde
Ancestralidade -Ritual- Paixão
domingo, 22 de outubro de 2017
Livro de Rostos
Que nos encontramos,
Foi tão bom.
Nos tocamos
Cantamos e dançamos,
Celebramos o amor
Colorindo a realidade
Espalhando poesia
Pela cidade
Desde então
Vamos tentando
Mas ficamos perdidos
Nessa virtualidade vã
Em conversas entrecortadas
Entre o Whatsapp
Nudes no Snapchat
E histórias no Instagram
Mas não desistamos
Faça chuva ou faça sol
Mesmo que a internet
Fique lenta ou caia
Acordados ou sonhando
Nossos desejos irão se encontrar
E muito além desse livro de rostos
Vamos estar
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Corpo
sábado, 7 de outubro de 2017
Não
Mesmo que seja uma boa lembrança
Não fique pensando nele
Sintonize outras coisas
Outras bocas
Outros beijos
Em outras formas de amor
Outros desejos
A paixão nos deixa
Assim
Meio desleixado da gente
Eu sei que isso não é bom
E sei que é melhor ainda
Pra recomeçar
Pense agora em
Tudo o que podes fazer
Na liberdade em que estás
A felicidade de cantar uma canção
Sem a obrigação de cantar
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
De sol a Sol
Em todo lugar
Onde a gente
Quiser que ele esteja
Alguém "não quiser"
Que ele esteja
Que tudo devora
É só olhar pra dentro
É só olhar pra fora
Na poesia da existência
É meu, é seu
É mel, é fel
Amorciência
Mesmo que ninguém a veja
Nós quem circundamos
No contorno de sua beleza
O frio e a maldade
O tempo e sua verocidade
E a solidão das incertezas
domingo, 3 de setembro de 2017
Meu Vago Vagão
Mesmo quando parado
Sigo andando
Mesmo sozinho
Estou com você cantando
Meus pés descalços
Falam da estrada
Meus pés calçados
De onde vim
O retrato diz onde estou
O olhar diz pr'onde vou
E esse verso acanhado
Fala de mim
#geraldojunior #espeditoseleiro #cariri #cangacourbano #cangaço #terreiradacearense
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Prece Cósmica
Pra poder ter a liberdade de me vestir como quero sem absorver esse ódio, foi muito chão. Medito, preparo a mente e saio por aí tranquilo, na sintonia da paz e do amor. Só na adolescência eu andava fazendo as coisas escondido, por medo ou preocupação desnecessária, ou pra evitar desgastes com a família.
É triste constatar esse novo obscurantismo o qual vivemos. A mulher era até jovem, aparentava ter tido algum estudo e oportunidades. Não quero nem devo julgar, pois também seria preconceito, mas apenas imagino que ela não deve ter tido referências que lhe mostrassem que não há nada de errado nisso, e, que temos que respeitar qualquer um ou uma. Impressionantemente, enquanto escrevia essa postagem, um bêbado reclamava na parada de ônibus: E daí se eu sou nordestino?! Querem me expulsar, mas, eu moro aqui! Essa cidade é minha também. E daí se eu sou pernambucano, paraibano, baiano, cearense?!
"Tudo isso acontecendo eu ali na praça alimentando os pombos na minha cabeça". Durante o tempo em que pensava e ia escrevendo, no meu ouvido, o modo aleatório tocou Tom Zé - Todos os Olhos, The Doors - Moonlight Drive, Luiz Gonzaga e Gonzaguinha - Pense Neu, e (acreditem se quiserem) Secos e Molhados - "Prece Cósmica", poema de Cassiano Ricardo musicado por João Ricardo para o primeiro álbum de 1973 do Secos e Molhados.
Como num teatro
Conservem a mão
Sem nenhum
Gesto
Que o vinho quente
Do coração
Lhes suba à cabeça
Espêssa
Que do bolso de
Cada um dos
Quatro
Como num teatro
Voem pombas
Pombas brancas
E amanheça
sábado, 19 de agosto de 2017
Paradigma
A estrada liberta
Nos ensina a conhecer
A conviver e conversar, cantar
Com as pedras, flores e espinhos
Mas, não deixo de pensar,
Que depois de tantos caminhos
Hoje eu realmente não sei
Se tenho medo
Ou se gosto de estar
Sozinho
domingo, 13 de agosto de 2017
Voa
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Mantra
Queria que tudo
Fosse simples
Mas não é?
Mesmo com a sensação
Do tempo passado vivido
Desacelerando dentro de mim
Lá fora, na rima livre do universo
Onde crio e recrio meus versos
Não vejo a hora, o ano-luz
O momento de partir
De retornar
A ser
O ser
O não ser
Eis a questão
Renascer
Om


