As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 25 de abril de 2010

Sertões do mundo

Pra atiçar meus desejos e me possuir
Só arrebatando-me em mais uma estação
No próximo solstício anunciado.
Sigo em minha solidão de errante.

No ponteiro andante, com um dançante eterno
Num lapso da razão enfadada,
Transfiguro-me no verde que restou de tua presença
Respiro assim, toda a tua fé e indiferença.

Deposito minhas promessas
Na manhã vindoura e viçosa
Com o sabor das frutas do tempo
No tambor da curva das horas

Subo e desço colinas, sou o vento
Ecos de uma existência inteira
Entre ramagens e sentimentos perdidos
Como o ar e suas propriedades, invisível

Passos por ti, passas por mim
Enquanto o mundo precisa de nós.
Em nossos sentimentos e delicadeza
O singelo movimento das árvores.

Hoje somos como as flores.
Que teu espírito evolua
Que esta palavra nua e crua
Sirva pra ser tragada

Nos mostrando um outro caminho
Entre as florestas e estrelas do hemisfério sul
Se no inicio tudo era incerteza
Que hoje nossos Deuses nos protejam

Com uma nova canção que nos abençoe
E que ressoe pelos sertões do mundo.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Clarividade

No inicio tudo era um precipício
Um perigo, emocionante
Todo medo era distante
Corríamos a beira abismo
Cantávamos em sofismo
Quase em desafinação
Mas tudo era proposital
Nosso quintal era o mundo
Sonhos e confrontos
Impossível, invisíveis
Tudo estava em outros níveis
De uma simples existência
Além de toda ciência
E discurso plausível
Explicável
Palpável
Sensível

Afinal, o seu beijo de paciência
Era a única calma que me vestia
Em trajes de sono e delicadeza
Me livrava das impurezas da vida
Com um sol sorriso seu de clarividade.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Profecia

Numa noite de doces pesadelos
Sonhei conosco
Meu mundo, o teu
Abdoral que fui, sentindo deus
Cantei em língua ancestral
Confundido em arcaico português.
Os dias em que murmurava aquilo que falavam as almas
Sentia o efeito dos sentidos queimando ao som das palmas

Ela estava do outro lado da realidade possível
Me fiz mais eu do que nunca
A vi então, mais ela que sempre
Temi ser mais do que deveria, do que poderia
E vivi num instante uma imensa alegria.
Estávamos tão à vontade
Que os pólos derretiam
Tudo por nossa causa, culpa
Senti-me tão irresponsável por tudo
Lembrei de Badzé que a tanto não passeava por essa existência...

Redescobrindo a ciência
Reinventando o futuro
Meu canto soou como um esturro
Vieram três mil anos de escuro
Três décadas de impaciência
A sabedoria de meus pais
Os carinhos de minhas mães
E meu aparente comportamento
Já nem pareceria rebelde.

“Beirando a demência
Eu cantava e dançava”

Por onde você andou que não me sentia
Tantos pensaram que eu mentiria, pra nos poupar
Mais eu estive aqui tragando o presente
E adivinhei tua sorte
Atravessamos a morte
O vale dos cariris encantados
A floresta misteriosa de nossos silêncios
Um mundo que nem mais pertencemos.
Estes seriam outros planos.

Renasceremos sentindo os céus entre os pés
Esse chão sagrado será o berço dos desejos que surgirão reconstruindo o tempo
E caberá a nós em nossos filhos
A oração da felicidade
Não apenas por si sós
Mas por todos ao nosso redor
Dentro e fora de nós
Quando o recomeço vier,
Será assim com o novo eixo da terra.

terça-feira, 23 de março de 2010

Devaneio

Ela é um sonho.
As vezes acredito que é verdade
Maturo a certeza que sim.
Que o sorriso existe
Os olhos enxergam as cores
O corpo sente
A língua afiada corta as palavras pra que elas sejam mais belas, cresçam e floresçam, com o devido carinho e força que precisam!
O pensamento dela voa, o mundo... O Cariri lhe entoa uma canção
Ela escuta, suspira, e faz da vida uma coisa comum e especial como uma amizade, como comer um doce, se equilibrar nos paralelepípedos, espantar os pombos e ver os desenhos que eles alvoroçados fazem, na luz, que escapa da fumaça e corta o céu e toca o chão.
Ela suspira e diz (pra si?!):
-Estou em São Paulo...
E se contém até que esteja em outro largo devaneio
Pra enlouquecer e ser feliz novamente,
Como nunca (pra sempre).

terça-feira, 16 de março de 2010

Caminho II

Meu suspiro em fogo
Feito hálito de dragão
Alimentando-se de teu perfume
Armou-se pra incendiar
O que impedia o caminho.

Eu reneguei outros mundos
Queria apenas continuar aqui
Ver como seria a próxima estação
Mesmo sabendo
Que poderia estagnar minh'alma
Foi por amor.
Acreditando que de certa forma
Nunca estarías só.

Que a lembrança ressoasse feito música
Nos fazendo repensar ou permitir-se

Tudo bem se hoje não somos.
E que talvez, seja estranho.
Nos veremos sentados
Aos lados um do outro
Sem historias à contar
Sem memórias pra admitir
Sem físicos carinhos.

Nos reencontraremos talvez até sem perceber
E até mesmo que não queiramos sofrer
Fingiremos felicidades
Reverberarão saudades
A reluzir, pelos anos,
Refratadas em amanheceres
E luares

"E assim,
Eras?
Era ela
Era eu.
Tombará o sol?
Marés insurgirão
E será a tão esperada nova era.
Ela me verá.
Eu a verei.
Sim,
Talvez nos vejamos.
E nenhum de nós estará sonhando
Porque tudo já havia sido acordado."

Ela sempre tinha razão.
Eu nunca não.

Meu silêncio deixei guardado
Com um beijo dormido
Pra não compor um pecado
Num intervalo sem sentido.

Dissonante ilusão,
A consumir meu coração,
Meu suspiro feito fogo
Como hálito de dragão
Renascendo das cinzas

sábado, 13 de março de 2010

Em órbita

A vida segue
Sistematicamente
Numa trajetória em elipses
Carregamos os fardos da alma em levezas e lembranças
Tudo se transfigura no teor bucólico dos tempos em tempos
A medida das decisões, das sensações
O sinuoso caminho entre os jardins das diferentes razões e as vezes, talvez, loucuras

De todo auto-contentamento
O sabor dos sentidos em cada palavra pura, fresca
Como as idéias nesses dias quentes em que transpiramos.
O destino feito giro.
Um futuro como incenso.

O perfume dos pensamentos
Leva-nos intenso pra outras realidades.
Ao redor, as nuanças de cada segundo.

Agora, aqui.
Com cor, ordem e posição
Três pontos fixos no universo
E toda sabedoria que nos resta,
Percebo que a solução para o que sentimos
É deixar guiar-se pelo o que pressentimos

Como quem lê mãos

Como quem interpreta sonhos

Como quem vê além dos olhos...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

É tempo de delicadeza

Na verdade espero que uma hora dessas anoiteça
Para que eu consagre a ti meu olhar de têmpera
No momento certo em que serei um espelho
Refletindo desejos de tua luz efêmera

Nas mãos trouxe um punhado de terra
Onde pisaram meus antepassados
No peito o sopro e cheiro dos meus pés de serra
Pra falar na língua dos encantados

Fundirei minha voz de tempestade
Na sagrada canção das seis horas
Da borra que sobrar da união de nossas realidades
Untarei teu peito, para reforjar os símbolos de outrora

Fique tranqüila, menina, é certeza
Teu carinho me invade
Não tema essa saudade
O amor é nossa fortaleza
Feche os olhos e adormeça
Não mais existe no mundo, a maldade
Vivamos a sutileza da felicidade
É tempo de delicadeza

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cuando una rosa simboliza el perdón

Seus olhos escondiam a verdade
Seu sorriso
A assimetria de suas maçãs em relação a inclinação ao nariz
A distancia dos ombros à vértice de sua cabeça e cabelos
A luz que invadia a sala refletida pelo seu gracioso corpo e trajes de ensaio, era opaca...
Imagino que ela percebera
O cheiro de minha incredubilidade por todo o meu corpo.
Todo o seu corpo pendia num fingimento
Talvez ela fizesse aquilo
Pra nos livrar de algo que dentro de um paixão
Doesse mais do que devesse
E quiséssemos ou pudéssemos suportar.
E como mulher
Ela percebeu tudo
E guiou a vida pelo caminho mais certo de sua natureza
Carregando os fardos
Os segredos da existência
Na eternidade de seu ventre

Virgem Maria!

Acordamos

Ela arrumou-se
Num infinito momento perante minha presença
Não falou nada...
Apenas pensou claramente pra que eu sentisse

E em silêncio ela disse:

-Faço questão de deixar contigo metade de minha alma
Porque agora tenho metade da tua em meu peito
Não falaremos nada pra não ficarmos sem jeito
E porque sei que minha paciência te acalma.

E partiu...
Sem sorrir ou chorar.

Pra nos consagrar
Em outro momento
Em outro lugar
Onde ela escolhera
Parir o futuro.

E seu desejo foi um pedido
Nunca seria uma ordem.

-Como num passe de mágicas
Eu estendi minhas mãos
E nas linhas do meu destino
Ela se viu majestosa
E nos poupei de falar essa prosa
Pois sei que ela entendeu de coração
Que quando um poeta presenteia uma rosa
É porque ele sofre sem palavras
Sem canção ou poesia pra dizer, perdão.

Naturalidade

Num dia de sol e rara manhã
Suor e sorriso ocupando um mesmo espaço
Libertinagem e embaraço
Grito e silêncio
Na janela de seu paciêncio
Todas as suas roupas quarando
No recorte de verde de minha casa
Eu ia te pensando, te esperando
A réstia da antena de TV do prédio em frente
Ia passado por minhas retinas, era o tempo...

Eu tinha certeza que você viria tempestuosa
Em terremotos e ventanias de palavras destruidoras
Abrasiva língua a despedaçar meu sorriso.

Mas você veio serena, silenciosa
Abraçou-me sem a menor solenidade.
Simplesmente como adoro!
Felina e misteriosa arrastando-se
Pelo meu corpo enquanto dormia
Me espertou com um beijo calado
Implodindo uma seqüencia de pausas
Na partitura de meus desejos entresonhos!

Assim não dá!...
Nunca terei coragem de te negar meus sentimentos.
Se me perguntas...
Eu respondo!
Sinceramente!
E assim mudo de planos,
Dou manga pra o meus panos
Dou cabimento à cigana
Que coisa, nós sabemos, ela não se engana
Tudo está na forma, de interpretar.

E além de tudo, seus duos comigo,
Em tudo o que eu cantar
Acho que vou me apaixonar
Creio já estou
Certeza
Ai! Ela chegou...
Com licença!
Vou vestir minha naturalidade.
Pra realçar minha natureza.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tudo ao nosso tempo!

Ela descobriu a fonte dos desejos
Atravessando a ponte que a tanto procurava...
Sabe agora dos segredos
Da cura dos beijos
E dos enfins, sem fins, dos confins, do interior
Tão bela, tão belo, sertão, luz cheiro e cor.

Seria esse delírio um prenuncio?
A chave de seus mistérios?
Ela detém a seiva da vida no peito.
E sua calda de serpente sagrada adentra na terra
Em mil veias d'água nos olhos.
Dos olhos pro chão, do chão pra o céu
Caindo o véu, rasgou-se o tempo em seu coração
Abrindo uma brecha nessa existência
Nos vimos. Um futuro.

Abundância no mundo!
E o lamento profundo
Que sempre se confundiu
Com os cantos de felicidade de um povo,
Agora é certeza, tudo se acaba em festa!
Ao som dos pifes, rabecas e zabumbas!
Escutas?
Nossos filhos estão dançando.
Essa felicidade foi adivinhada por tu, em tua essência
Por teus encantos e encantamentos.

Todo contato contigo é ensinamento.
Todo sonho.
É o efeito do querer nos sentidos.

Quando a manhã luzia em meu peito
Tão ontem eterna se foi a tarde
Que o hoje refez meus sentimentos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Perdoe

Talvez você realmente tenha perdido a oportunidade (o poder) de me deixar saudades.
Porque zombaste do aleijo de minha palavra, da franqueza de minha poesia, do som profético da canção que te fiz.
Perdoe, agora não tenho nem se quer nada pra te dar, os meus nervos estão ainda espalhados nesse lugar, talvez se adaptando, e meus pensamentos, não tenho escrito.
Só o vulto de teu corpo perseguindo a lentidão de meus olhos, a falta de reflexo de meus sentidos, no entre-sono enquanto adormeço.
Mantenho-me assim durante toda a noite e o tempo presente, restante, que pudesse servir pra sonhar-se.
Não sei se ainda estou em você, não sei se você ainda está em mim. Mas,
Quero lembrar do que vivi, pra ressenti-la
E depois esquecer que fomos tristes
Pra que a felicidade, assim, das próximas vezes
Seja um tantinho mais inconseqüente.
Enquanto dure.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ler-te

A alma feminina da sabedoria
O conhecimento elemental
Palavras acolhidas
Em seu estado natural

Tua leitura me fez homem
Me refez menino
Me desfez conceito
Me infez instinto.

Sigo lapidando sentimentos
Todos me ouvem
Me lêem
Me vêem
Me dissecam
Me devoram, me odeiam, me adoram!
E de pedaço em pedaço me desintegro...
Íntegro.

Torno a ser bruto e inocente como a flor
A Terra me consome, não sinto dor
Já estou entre os novos, entre os antigos.
Já estive entre os mortos, entre os amigos
Entre os artigos, da academia.
Na prateleiras dos Andes, em livrarias,
Livros?
Prantos do dia?!

A todos que me lêem
E também, aos que não
Por amor, paixão ou amizade
Espero deixar saudade
Mais que um livro frio, ou réquiemtado
Pra designorar a ignorância
A solidão.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A vida é o que acontece enquanto planejamos o futuro

Quando falo em você
Estou falando em mim

Presença e ausência
Partida e chegada
Saudade e reencontro
Idas e vindas
Sons e silêncios
Notas, as pausas
O cheiro do incenso
O que sinto
O que penso
Tudo o que trago e esqueço
A certeza das manhãs e noites.
Ou nas tarde da abalável fé infinita
Na madrugada, onde dormem e acordam lembranças
De te ter, te dado ou não
A clareza do meus olhos marcando estações
Como relógios d'água
Em lágrimas, sentimentos tantos!
Teu sopro passou por mim, outro dia
Tive essa impressão, outro mês
Que ao redor da terra,
Ao redor do sol, outro ano
Se foram muitas luas, em outra eternidade

A canção tímida
Rígida,
Da tardança do movimento de sua equinocial.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Teu elemento fogo

Queria poder lhe dar o que lhe desejo!

Se soubesses que tens o poder de realizar sonhos
Se permitiria faze-lo?
Pronunciaria num canto, as palavras mágicas
Que deciframos juntos?
O mundo que compusemos entre-chitas e acordes dedilhados como rendas
A tenda, os carinhos, o calor de novembro
A poesia dos beduínos no deserto
Atravessou eras e chegou até nós de certo
Assim, árabe me encanto, e sou devoto de tua beleza
Tenhamos uma ou várias certezas, somos ciganos
Teus olhos de preciosas cores refletindo o mundo
Tua arte, teu olhar profundo, e grandeza
Tua voz, veludo verde, forte e suave como a relva
Como a luz da floresta e seus mistérios, tua alma
O abraço nobre que fortaleza e acalma
O sorriso que desperta e ressuscita a vontade de viver e brincar!
Esse é o teu poder, tende piedade
Teu corpo é paixão, tua essência é amor!
Tua melodia (eu suspiro) me invade.

Quem se torna escravo de tuas vontades
Vive a liberdade de teu infindo coração.
Teu elemento é o fogo, que me invade
Admiro-te por sua realeza e humildade
Sou capricorniano, tu és de escorpião.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tua luz

Pensei te escrever algo
Queria que isso te fizesse sentir o que sinto
Mas como?!
Meus sons estão distantes...
Não tenho esse poder....
Pelo menos, não, até que me conceda.
Um sorriso a mais
Um beijo nem seria demais
Teu universo com um simples aperto de mão
Teus sonhos, me dando luz ao coração
O corpo presente rodopiando
Dançando de acordo com a música
Que vou inventando
Assim vou te recompondo
Imagens presentes em meu dia dia
Noite a noite.

Eternidades e solidões
Me fazem pensar e viver paixões.

O céu daqui é o mesmo céu teu!
Abstraia por um segundo
O brilho artificial da cidade
Na constelação de Órion habitam meus deuses
Tu estás la, em minhas horações
O feminino inumano cósmico
Desenhado entre as estrelas
sim, é você.

São meus delírios projetados, no tempo,
Em que a razão não me faz tanta falta

Prefiro admitir e dizer que o trago,
A falta do teu cheiro
E que teus olhos e sorriso
Estão tatuados em minhas retinas
E tudo que o alguém tentar ler em minha alma
Só poderá ser traduzido
Através do seu carinho
Que tento reconquistar
Enquanto distante canto.

...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Meu peito-oratório

Ê saudade esquecida
Que quer criar vida nessa escuridão
Não faz de meu peito oratório
E de purgatório o meu coração

Meu desejo se foi com o tempo
Contra-tempo de todo querer
Mas você entoou seus lamentos
Com benditos pra disparecer

Teu desejo foi pecado e seguia
Pelas ruas penando a sofrer
E de velas acesas pedia
Pra o meu canto lhe interceder

Mas meu canto penou um bocado
De joelhos rastejando ao chão
E a penitencia rasgou meu peito
Com o querer sem jeito
Que nos deu tanta canção

E agora compondo eu me lembro
Que nas noites de oração
Minhas promessas seguiam teus olhos
Nas candeias, sem fim procissão
Entoando tristeza e alegria
Nas ladeiras de teu coração

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SUSpiros

A primeira vez que lhe vi
Você estava perfeita,
Introspecta.
Tão calma...

E eu me lembro que de repente
Uma flor brotou dos meus dentes
Quando você me lançou um sorriso!

Então, nada mais foi preciso!
No teu mote fiz um improviso
E meu desejo musicou tu'alma.

Ali, como num transe
O que buscava, encontrei
Traguei tua beleza, me embriaguei
E em canções, me transformando
Teus suspiros, como sinos, me deram a luz
(Eclodiu em meu peito, um acorde SUS)
Eram os Som-nhos que hoje vou desencantado.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Transluzindo futuros

Me deixaste feliz.
Tantos gozos de querer tu me daria.
De outra forma, não me despediria.
Deixei pra ti meu cantar numa incelença!

E parti,
Antes que fosse um novo dia
E eu já não tivesse alegria
A graça da tua doce presença
O tom da tua voz de magia.
Nas horas de prazer, mais intença.

E na saudade
A dança das lembranças,
O bailado d'teu corpo transluzindo futuros.

O som do teu nome

Além das inevitáveis, tantas outras, várias impressões
Ficou em minha mente.
O som do teu nome
Em poesia
Percorrendo uma lógica incomum
Nas veredas de meus pensamentos
Formaram-se desenhos complexos
De uma simplicidade absurda e bela
A palavra em sua essência
Os olhos...
As cores, os significados dos astros, em relação
Infinitos cálculos inmatemáticos
A canção, a voz, o cheiro
Os ritos, signos e símbolos!
Te senti...
Lutadora. Guerreira. Mulher.
Pense tudo o que quiser,
Agora, isso é o que tenho
E um ouvir perdido, confundindo, olhares.
Sou eu, um em milhares, tantas vindas aqui...
És tu, a melodia, em tantas possibilidades
A harmonia que escolhi.

sábado, 29 de agosto de 2009

Timidez

Foi humilde, mas, de coração.
Mesmo ainda não sendo tudo...

Feche os olhos!

...

Existem muitas palavras não ditas
Versos inacabados, impronunciados, acreditas?!
Perdidos nos olhos, sentidos apenas.
Como um prenúncio entoado em destino
Brincando de ser um eterno menino
Que não sabe agir quando acenas,
Mas depois saltita afobado
Gritando paixão, entre a flor do desejo
E o perfume sagrado que acompanha teu beijo
Mesmo antes dele ter sido dado.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Às margens do corpo que toco!

Bem...
E se eu tivesse um pequeno sonho pra ti?
Um inesperado perfume pra esse momento delicado, por ti?

Pela boca te sopraria uma suave brisa das manhãs
Levando o cristal de orvalho de teus olhos
E deixando uma lembrança a florir de teu sorriso

Sou cheio dessas invenções
Inúteis pra esse mundo hoje
E se sou também as vezes bobo demais
E te faço perder a postura, e gargalhar
É Pra que no futuro
Saibas decidir
O que nos fará sonhar

Te dei canções...
Ai...
Tanto amor ensinou-me a usar as mãos e língua
Como quem escreve com fogo
Desejos no corpo que toca.

Mas decifrar-te sempre foi uma cruel e árdua
Feliz e mágica poesia
Que me consumia, a alma em arpejos menores
Nos teus beijos modais
De nosso povo Cariri
Murmurando rezas ancestrais
Que nos fazem chorar e sorrir
Desencantar e soir

À necessidade dos sentidos!