Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?
terça-feira, 29 de julho de 2025
Intenção
quinta-feira, 10 de julho de 2025
Reversos
Brincar nos libertar
Da oxidação das células
Dobrar a ação do tempo
Transformar em leveza
O peso da gravidade
Reversar poesia
Em ondas luminosas
Recriar o espaço
Em movimentos de dança
Propagar sorrisos
Cantar onde o vazio
Preenche o peito
Antes da respiração
Explodir a voz docemente
Expandir delicadamente
Como a palavra divina
Recreando
Em verso e reverso
O universo
LUAR
No céu aberto
Ou por entre as nuvens
Ela nos espia
Nos inspira
Nos protege
E nos inquieta
A lua
Tão perto
E distante
Tão bela
E brilhante
Como o sonho
E o despertar
Amantes
quarta-feira, 28 de maio de 2025
FUNDIÇÃO
Não controlamos o tempo
Mas andamos ao seu lado
Guardando na luz
O calor do momento
Nas lembranças acesas
Em ferro e brasa
Em cobre e estanho
Em chumbo e aço
No cadinho a transmutação
Da matéria incandescente
O barro grafitado
A urna, o receptáculo
Dos sons divinos
Dos adornos finos
Em sinos e aço curvado
Trabalho, estudo e leveza
Ofício pesado e delicadeza
Dividindo um mesmo espaço
Tudo o que era ruim, eu passo
Tudo o que era bom, eu guardo
Na poesia da metalurgia
Me ilumino, me aqueço, me refaço
domingo, 16 de fevereiro de 2025
Desando
domingo, 26 de janeiro de 2025
Inspiração
Normalmente
Sou um desconcerto
Não acerto a nota
Não encontro o tempo
Perco a palavra
Sem momento
E fico ali, de canto, olhando o céu
Como que rezando pro alto
Mirando a estrada, sentindo o vento
Essa é minha qualidade
Ou talvez meu problema
Tenho poder sobre o nada
Até parece encantamento
De um pensamento aleatório
Que transcende dimensões
Misturo minhas questões
E elevo o padrão vibratório
Seria um milagre, ou só confusão?
Quando suspiro, eu puxo o ar
E me vem uma canção
Ou no mínimo algumas palavras
Que ficam agrupadas sem intenção
Eu falo quando não canto
Escrevo porque preciso
Me devo isso e não nego
Mas não deixo prejuízo
Botar pra dentro o que nos alimenta
Botar pra fora o que não nos cabe
Sentindo isso, me pego
O que posso fazer?
Nem quero chamar atenção…
Mas alguém uma vez disse:
Cutucando a intenção
De onde vim, antes de nascer
Chamam isso de inspiração
Sorriso
LUm gesto simples, gratuito
Encanta a alma, ilumina o dia
Uma ida, uma pausa, uma volta
Uma vida
A necessidade
De encontrar razão
Pra reinventar o mundo
Tocar, cantar, dançar,
E ouvir silêncios
Poder perceber
(Poder é perceber)
Receber
Da voz da Terra
Com hálito de floresta
Os ensinamentos do tempo
Como a simplicidade
De um sorriso fortuito
Mostrando Levemente
A curvatura da língua
A doçura dos dentes
Da boca entreaberta
Os músculos do rosto
Inventando moda
Enfeitando a face
Inspirando o corpo
A ciranda dos olhos
Fazendo festa
domingo, 12 de janeiro de 2025
Veredas Celestes
Caminhos abertos
Nas veredas celestes
Que os astros se alinhe
Com os pensamentos
Sentar nas nuvens
Sorrir pra chuva
Sonhar a rota
Sentir o vento
Viver o tempo
Em liberdade
Tragar saudades
E soltar sorrisos
Cantar a sorte
Dançar o corpo
Tocar a vida
Seguir seu rumo
domingo, 29 de dezembro de 2024
Céu
Voa!
Que o tempo urge
E já não precisas mais estar aqui
Vcs já nos iluminou, nos ensinou
Nada mais justo que seguir
Nós que aqui ficamos
Espero que continuemos
Sonhando
Como tu nos ensinou
Voa segue os bois voadores
De galáxias distantes
Espalha purpurina
Nesse céu gigante
Peço licença,
Vou chorar
Mas mas não é de tristeza
É tua lembrança
A me emocionar
E se não for inspiração
E alegria, deixa,
Em amor e esperança
Essa lágrima
Há de se transformar
As cornetas no paraíso
Hoje vão tocar
Felizes por você chegar
quinta-feira, 19 de dezembro de 2024
Celebrança
E num vislumbre de outra vinda
Tive a sorte ou oportunidade
De rever teu sorriso
E cantar com o olhar envolto
Nesse descanso profundo que é tua paz
Poder falar as coisas mais belas
Ou mais difíceis
Como a percepção complexa do amor
Ou a sincera descrença dos signos
As proezas mais impossíveis da paixão madura
Equilibrada com o entardecer dos anos
A maturidade
A racionalidade de perceber o corpo E saber respirar enquanto o mundo explode
Saber a hora de parar um pouco e descasar
Sentir, sonhar e poder falar sem medo:
- Que bom estar aqui
Vivenciar nossa amizade
Compor canções
Dançar tranquilamente
Tecer paisagens
E futuras lembranças
terça-feira, 17 de dezembro de 2024
Passeio
No caminho
A ventania passa
E a gente cambaleia.
Na falta de chão, voe!
Equilibre o pensamento
Na intenção do amor
Por si, antes de tudo.
Coloque o coração no lugar
A mente a sonhar
E a alma a cantar dançando
Só então, no respiro da vida
Transforme os fardos em canção
Os escorregos em impulsão
E o descanso
Dos acordes da tarde,
Em sorrisos pra o espelho.
Agora sim, saia por aí
Plantando e colhendo flores
domingo, 8 de dezembro de 2024
Janela pro Céu
De alguma maneira
Escuto a voz que ecoa do mundo
Não é uníssona, nem uniforme
E seu ritmo é rouco e intenso
Lento como a manhã sem vento
Me inspiro
Como tudo que me toca e reverbera
A flor que decai em meu colo
O ar que adentra o peito
E me alimenta por dentro
Do corpo físico à lembrança da alma
Quanto tempo tenho
Até o silêncio me cantar outro sonho
Quanto espaço me cabe
Até o anoitecer do pensamento?
Quão denso é o desejo
A tecer os acordes tenros da matéria
Será a leveza da poesia
A onda luminosa no vácuo
A onda sonora das árvores
A onda gravitacional que nos abraça
Retribuo a alegria
Que nos atravessa
En cantamento
domingo, 24 de novembro de 2024
Canto Verde
Encontrar o tempo
do descanso
Como a vegetação
da caatinga
Se perder na liberdade
do caminho
Se encontrar na terra
em que pisa
Assimilar a luz
que toca o corpo
Acender os sentimentos
Na fotossíntese da pele
Semeando as vontades
de chover, de florir
Espalhando solrisos
Mundo afora
segunda-feira, 18 de novembro de 2024
DOIRADO
Paro e respiro
Suspiro o breve momento
Onde nasce uma poesia
Como o vento soprando
Uma leve profecia
Que desencanta o Juazeiro
O tempo descansa
Nas asas do beija-flor
A luz se derrama nas folhas
Exalando amor sem alarde
O sol doirado cantando
No colorido da tarde
sexta-feira, 8 de novembro de 2024
A Poesia das Horas
terça-feira, 5 de novembro de 2024
Vida II
A gente passa
A arte fica
A poesia nasce
Onde o amor
É semente
Caule
Galhos
Folhas
Flores
O vento que sopra
A luz do sol ardente
Música da chuva
Dança de água corrente
Estio e quadra invernosa
Os ciclos de fora
E de dentro da gente