Povo Cariri - Poesias sobre Amor, Indignação, Alegrias e , Tristezas, Luz e Sombra, Espaço, Tempo e Gravidade
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?
sábado, 12 de setembro de 2026
Repare
Nessa loucura
A quem repare para sonhar
E fazer honrações
Descansar, se alimentar
Dessa luz, dessa sombra
Desse silêncio, desse canto
Dessa arvore, desse manto
Desse quintal, dessa poesia
Que o tempo segue
Concretizando
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
O Momento
Tem uns momentos
Que a gente para
E vê poesia em tudo
E faz poesia “do nada”
A luz escorrendo
Por entre as folhas
A sombra atenta
Percorrendo as horas
Desenhando formas
De passar o tempo
Ilustrando o momento
Em verde, azul e sentimento
E o perfume das flores
Enchendo de core
O pensamento
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Cheiros
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Quando o Peito Explode
Do nada me pego
Respirando lento
Inspirando o ar
Que é tão impuro
Quanto inocente
E nesses dias quentes
O juízo implode
Feito a canção do vento
Se faz tão bela
E tão mais forte
É quando o ar se torna
Leve e perfumado
Me vejo espelhado
Cantando os sonhos
Colorindo os olhos
Mas é que quem não dorme
Escolhe encarar a noite
E espalhar sorrisos
Explodindo o peito
De amor e gozo
domingo, 19 de julho de 2026
Passeios
domingo, 5 de julho de 2026
Reflexo
Refaço
Canções com o som do vento
Danço
Passeando os olhos em teu sorriso
Brinco
Como quem desdenha da má sorte
Rodopio
Feito a criança enpunhando
Sua espada sem corte
Resistimos!
Construímos
Armaduras de cetim
Lantejoulas e vidros reluzentes
Refletimos
A poesia de nossa gente
O tempo passa
E o espaço vai ficando diferente
Mas ao som das maracas
Vamos nos fortalecendo
Vamos amadurecendo
Vida viva, viola e repente
Percurso
Brotou o dia
Numa semente de amanhã
Na nanhã
Diretamente
Do ventre da Serrra
Minha visão não erra
Mas facilmente se entorpece
Na ilusão do horizonte
Do campo de visão
Em relação ao monte
A percepção da vida
A concepção da sorte
A inversão do norte
Da esfera celeste
Reescrevo o caminho
Desenhando as pontas soltas.
Se existe ou não destino
Eu não o aguardo
Pelo contrário
Eu o percorro
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Nave Sol
Nave sol
Que me leva
Delicadamente
Em teu abraço
Viajamos dançando
Em teus laços
Como quem cai
E é segurado
Pelos teus braços
Tua luz, teu calor
Desdobrando o espaço-tempo
Na poesia dos teus ventos
E rodopios gravitacionais
terça-feira, 16 de junho de 2026
Cosmos
Na imensidão do horizonte de eventos
O olhar corre solto
Sonhando ganhar o espaço
Na canção que harmoniza o tempo
Eu sei das vozes que a luz carrega
Das ondas sonoras que tocam na gente
Nos impulsionando suavemente
Do infinito além dos tons de azuis
Aos corpos que reinam na liberdade do céu
Da solitude da tarde aos suspiros da noite
Um abraço verdadeiro rompendo a saudade
Os mistérios do cosmo além das dimensões
Os efeitos da luz que nos atravessa
Relembrando o nascimento
Quando a ignorância vence o medo
O conhecimento se espalha feito poesia
Inspirando os corações mais atentos
Ninguem precisa ser especial
Pra acreditar e realizar
Coisas impossíveis
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Mapa Celeste
Metade de mim
Te vê apaixonadamente
A outra metade, racionalmente
Seja pela força de tua presença
Ou meu olhar que te compõe calmamente
Como a suavidade das cores na luz da manhã
Que iluminam o vale hasteado um arco-íris
Inspirando as mais delicadas
Projeções de futuro
E mesmo que nada saia como planejado
Ainda assim, a canção no tempo se faz bela
E se propaga em ondas pelo espaço
Durante as músicas que ouvimos
Pela poesia do encontro
A paz dos sorrisos
E até os silêncios
O abraço real e duradouro
Quase como uma dança gravitacional
Contornando os mais profundos segredos
Desenhados nos mistérios dos astros
E ganhando espaço em natureza celeste
domingo, 3 de maio de 2026
Medidas
Eu sei que parece muito
Mas é muito pouco
O que pra uns é tanto
Pra outras é nada
O suspiro profundo da Santa
O delírio suave das fadas
O tempo sutil das formigas
A longa vida das pedras
O perfume das flores
As idades da terra
Assim eu canto
O que não cabe nas coisas
O que não cabe em mim
O que até cabe em mim
Mas por vezes transborda
O que nos falta, o que nos sobra
Um sonho, uma ideia
Uma poesia que se forma
Como um pequenino grão
Que nasce, cresce
E nos transforma
terça-feira, 31 de março de 2026
Calmaria
Acredito
Não cegamente
Ou num devaneio lógico
Numa certeza mística
Ou surpresa matemática
Escolho
Não temo a decepção
Não me consome
A fome do verso
A triste sutileza da apatia
Nem a descrença da meia idade
Meu coração resiste
Ao degredo da dúvida
A fragilidade do tempo
A rigidez das notas ocidentais
Ou o peso cristão que me almeja as costas
Essa é minha verdade
Não precisa fazer sentido
Não temo o silêncio da noite
O perfume do dia
O infinito das tardes
Essa canção não tem pressa
É uma poesia comum
Uma dança ordinária
Uma brisa suave
Sem alarde
Amor
segunda-feira, 23 de março de 2026
PODA
domingo, 22 de março de 2026
Sensações
Uma lembrança trouxe
Na iluminura do sorriso
Descanso e sonho.
No sabor da manhã, ao café,
Senti o gosto das coisas
Como quem beija.
Até abstraí um pouco
Das demandas do mundo
A tarde chegou suave
Como os raios do sol
Entrecortando as nuvens
Carregando leves prenúncios
Passeando entre sol e chuva
Desejos úmidos de fertilidade
A paisagem verde que o diga
No momento abraço a palavra
Que salta as casas
Através das mãos
O peito alegre
Feito pão de milho
Me chama a atenção
Com o cheiro de pronto
Tomando conta da casa
A música agora
No que antes era apenas palavra
Dimensiona o afeto em três dimensões
Que preenchem os sentidos
Passeando entre a alma
A mente e o coração
sábado, 7 de março de 2026
Ofícios
Na lida diária
Meu silêncio é abrasivo
Meu verso é introspectivo
Enquanto transformo metais
Na forja que queima em meu peito
Uso limas, lixas e esmeris
Como tenho esmero com as palavras
Minha fala é forte por necessidade
Mas minha canção é doce,
Como as águas que brotam
Das profundezas da terra
Onde a Maara canta
E se encanta
É simples
São simples minhas palavras
Não porque eu queira ou deseje
Por desleixo ou ego
São porque são
São porque soo
Mesmo quando falo com as mãos
Enquanto descanso os calos da voz
Por entre ruídos das máquinas
E a frequência sútil dos motores
O barulho do fogo
E a fuligem do tempo
Miudezas
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Borboletas
Hipnotizado
Pela chama da vela
Pelo som nascendo
Cortando o tempo
Na cadência imprecisa
do vento
Encantado
Pela poesia falada
Encantada
Pela palavra nua
Vestida de vida
e sentimento
Emocionado
Com a tarde decaindo
Na tabela periódica das cores
E fico imaginando, sonhando
Desnecessariamente
A canção
Ressoando em minha boca
Balançando meus pés e mãos
Enquanto me percorre o corpo
Frio na barriga e gratidão
Fé, poesia, inspiração
domingo, 8 de fevereiro de 2026
FREVO DANADO
Em cada passo
De nossas vidas
Cada compasso
Cada batida
A gente dança
A gente agita
A gente acalma
A gente grita
Mas sempre a cantar
A nossa alegria
Passarinhando a voar
Na imensidão do dia
E assim a vida segue
Vamos somando improvisos
Divindindo os percalços
Multiplicando sorrisos
Pulamos alto
Descemos até o chão
Dançando frevo danado
O meu e o teu coração