Povo Cariri - Poesias sobre Amor, Indignação, Alegrias e , Tristezas, Luz e Sombra, Espaço, Tempo e Gravidade
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?
segunda-feira, 23 de março de 2026
PODA
domingo, 22 de março de 2026
Sensações
Uma lembrança trouxe
Na iluminura do sorriso
Descanso e sonho.
No sabor da manhã, ao café,
Senti o gosto das coisas
Como quem beija.
Até abstraí um pouco
Das demandas do mundo
A tarde chegou suave
Como os raios do sol
Entrecortando as nuvens
Carregando leves prenúncios
Passeando entre sol e chuva
Desejos úmidos de fertilidade
A paisagem verde que o diga
No momento abraço a palavra
Que salta as casas
Através das mãos
O peito alegre
Feito pão de milho
Me chama a atenção
Com o cheiro de pronto
Tomando conta da casa
A música agora
No que antes era apenas palavra
Dimensiona o afeto em três dimensões
Que preenchem os sentidos
Passeando entre a alma
A mente e o coração
sábado, 7 de março de 2026
Ofícios
Na lida diária
Meu silêncio é abrasivo
Meu verso é introspectivo
Enquanto transformo metais
Na forja que queima em meu peito
Uso limas, lixas e esmeris
Como tenho esmero com as palavras
Minha fala é forte por necessidade
Mas minha canção é doce,
Como as águas que brotam
Das profundezas da terra
Onde a Maara canta
E se encanta
É simples
São simples minhas palavras
Não porque eu queira ou deseje
Por desleixo ou ego
São porque são
São porque soo
Mesmo quando falo com as mãos
Enquanto descanso os calos da voz
Por entre ruídos das máquinas
E a frequência sútil dos motores
O barulho do fogo
E a fuligem do tempo
Miudezas
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Borboletas
Hipnotizado
Pela chama da vela
Pelo som nascendo
Cortando o tempo
Na cadência imprecisa
do vento
Encantado
Pela poesia falada
Encantada
Pela palavra nua
Vestida de vida
e sentimento
Emocionado
Com a tarde decaindo
Na tabela periódica das cores
E fico imaginando, sonhando
Desnecessariamente
A canção
Ressoando em minha boca
Balançando meus pés e mãos
Enquanto me percorre o corpo
Frio na barriga e gratidão
Fé, poesia, inspiração
domingo, 8 de fevereiro de 2026
FREVO DANADO
Em cada passo
De nossas vidas
Cada compasso
Cada batida
A gente dança
A gente agita
A gente acalma
A gente grita
Mas sempre a cantar
A nossa alegria
Passarinhando a voar
Na imensidão do dia
E assim a vida segue
Vamos somando improvisos
Divindindo os percalços
Multiplicando sorrisos
Pulamos alto
Descemos até o chão
Dançando frevo danado
O meu e o teu coração
sábado, 7 de fevereiro de 2026
ELEMENTAR
Tão imenso o vasto o céu
E as cores que o preenchem
Tocando nossas retinas
Ainda assim, além do azul,
O vislumbre da matéria escura
E as incontáveis estrelas
Os sonhos cruzam essas pontes
Cores, luzes, escuros e silêncios
Na forma poderosa dos sons
Que compõe a existência
As mãos no chão, os pés na água
Os ouvidos extravasando o tempo
E a mente pairando no firmamento
Da natureza ao espaço profundo
Nasce uma canção
Uma oração pra o infinito
O peito em ebulição
Explodindo e suave grito
O coração das estrelas
Fundindo as elementos
É a poesia do universo
Pulsando viva dentro de nós
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Vida Bela
O verso é livre
Pra cantar histórias
E plantar memórias
Nesse chão de solo vivo
O verso é vivo
O olhar é um firmamento
A voz, rezo, encantamento
E da canção nasce um sorriso
E do sorriso
Nasce uma luz como uma rosa
Seja verso ou seja prosa
A poesia é quem decide
O tempo incide
Na canção que se revela
Na gira que nos revela
A visão de uma vida
domingo, 1 de fevereiro de 2026
NAVEGANTES (da zona habitável)
Quem entende o tempo e o espaço
Do corpo (terrestre, celestes)?
Quem calcula a rota pra o retorno
Do canto? (O lugar, a voz)
Pois o laço gravitacional
Nos abraça estável, confortável
Na dança continua dos astros
Quem se liberta e segue caminho
Ou por vontade decide ficar?
Quem consegue imaginar
Tamanha grandeza?
O amor sentido e descrito
Em papiros sobre a pedra-mesa
No suspiro dos amantes do tempo
Na luz que escreve o diamante
Na pulsão do coração da terra
Na noite que inspira o sonho
No descanso quando inventamos
Ciência, magia, alquimia, astronomia
Poesia, dúvida, reza e intuição
A arte nos concedendo
Um vislumbre do infinito
Os céus nos dando
Paz, sentido e localização
Pra escolhermos o caminho
A direção
(Do deslivro do cosmos )
domingo, 25 de janeiro de 2026
Força
domingo, 21 de dezembro de 2025
Brincando
As vezes a gente para
E repara no tempo passando
O vento parado ou soprando
O sol brando ou rachando
O barulho mouco
Do sussurro dos vizinhos
A gritaria das crianças
Nas tardes de domingo
O bater das asas da borboleta
O grunhido da gata sonhando
O tilintar dos talheres a mesa
O bailados das roupas no varal
A música silenciosa do quintal
O estrondo da paz momentânea
Na tentativa da poesia
Sem compromisso
Brincando
terça-feira, 29 de julho de 2025
Intenção
quinta-feira, 10 de julho de 2025
Reversos
Brincar nos libertar
Da oxidação das células
Dobrar a ação do tempo
Transformar em leveza
O peso da gravidade
Reversar poesia
Em ondas luminosas
Recriar o espaço
Em movimentos de dança
Propagar sorrisos
Cantar onde o vazio
Preenche o peito
Antes da respiração
Explodir a voz docemente
Expandir delicadamente
Como a palavra divina
Recreando
Em verso e reverso
O universo
LUAR
No céu aberto
Ou por entre as nuvens
Ela nos espia
Nos inspira
Nos protege
E nos inquieta
A lua
Tão perto
E distante
Tão bela
E brilhante
Como o sonho
E o despertar
Amantes
quarta-feira, 28 de maio de 2025
FUNDIÇÃO
Não controlamos o tempo
Mas andamos ao seu lado
Guardando na luz
O calor do momento
Nas lembranças acesas
Em ferro e brasa
Em cobre e estanho
Em chumbo e aço
No cadinho a transmutação
Da matéria incandescente
O barro grafitado
A urna, o receptáculo
Dos sons divinos
Dos adornos finos
Em sinos e aço curvado
Trabalho, estudo e leveza
Ofício pesado e delicadeza
Dividindo um mesmo espaço
Tudo o que era ruim, eu passo
Tudo o que era bom, eu guardo
Na poesia da metalurgia
Me ilumino, me aqueço, me refaço
domingo, 16 de fevereiro de 2025
Desando
domingo, 26 de janeiro de 2025
Inspiração
Normalmente
Sou um desconcerto
Não acerto a nota
Não encontro o tempo
Perco a palavra
Sem momento
E fico ali, de canto, olhando o céu
Como que rezando pro alto
Mirando a estrada, sentindo o vento
Essa é minha qualidade
Ou talvez meu problema
Tenho poder sobre o nada
Até parece encantamento
De um pensamento aleatório
Que transcende dimensões
Misturo minhas questões
E elevo o padrão vibratório
Seria um milagre, ou só confusão?
Quando suspiro, eu puxo o ar
E me vem uma canção
Ou no mínimo algumas palavras
Que ficam agrupadas sem intenção
Eu falo quando não canto
Escrevo porque preciso
Me devo isso e não nego
Mas não deixo prejuízo
Botar pra dentro o que nos alimenta
Botar pra fora o que não nos cabe
Sentindo isso, me pego
O que posso fazer?
Nem quero chamar atenção…
Mas alguém uma vez disse:
Cutucando a intenção
De onde vim, antes de nascer
Chamam isso de inspiração
Sorriso
LUm gesto simples, gratuito
Encanta a alma, ilumina o dia
Uma ida, uma pausa, uma volta
Uma vida
A necessidade
De encontrar razão
Pra reinventar o mundo
Tocar, cantar, dançar,
E ouvir silêncios
Poder perceber
(Poder é perceber)
Receber
Da voz da Terra
Com hálito de floresta
Os ensinamentos do tempo
Como a simplicidade
De um sorriso fortuito
Mostrando Levemente
A curvatura da língua
A doçura dos dentes
Da boca entreaberta
Os músculos do rosto
Inventando moda
Enfeitando a face
Inspirando o corpo
A ciranda dos olhos
Fazendo festa
domingo, 12 de janeiro de 2025
Veredas Celestes
Caminhos abertos
Nas veredas celestes
Que os astros se alinhe
Com os pensamentos
Sentar nas nuvens
Sorrir pra chuva
Sonhar a rota
Sentir o vento
Viver o tempo
Em liberdade
Tragar saudades
E soltar sorrisos
Cantar a sorte
Dançar o corpo
Tocar a vida
Seguir seu rumo
domingo, 29 de dezembro de 2024
Céu
Voa!
Que o tempo urge
E já não precisas mais estar aqui
Vcs já nos iluminou, nos ensinou
Nada mais justo que seguir
Nós que aqui ficamos
Espero que continuemos
Sonhando
Como tu nos ensinou
Voa segue os bois voadores
De galáxias distantes
Espalha purpurina
Nesse céu gigante
Peço licença,
Vou chorar
Mas mas não é de tristeza
É tua lembrança
A me emocionar
E se não for inspiração
E alegria, deixa,
Em amor e esperança
Essa lágrima
Há de se transformar
As cornetas no paraíso
Hoje vão tocar
Felizes por você chegar